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O Gladiador (Bem Kane)


 Obs: Baseado no filme. 

Nos dias finais do Reinado de Marcus Aurelius, Cézar ao pressentir que estava prestes a morrer pede a Maximus comandante do exército romano, que se torne protetor de Roma, para devolver o poder ao povo e acabar com a corrupção. Quando Commodus filho de Cézar recebe a notícia pelo seu pai fica indignado e o sufoca até a morte. Assume a coroa e ordena a morte de Maximus que consegue fugir e passa a se esconder como um escravo e gladiador do Império Romano. 

Os gladiadores eram homens que entravam na arena para morrer e dar espetáculo ao público. Quando se apresentavam na arena diante do Imperador e todo o povo diziam: "Aqueles que vão morrer os saúdam." 

Quando Maximus, que ganhou o apelido de espanhol pela multidão e os outros escravos entraram para fazer uma recriação da queda da segunda Cartágo, em vez de serem derrotados como conta a história ganharam e Commodus quis conhecer o gladiador Espanhol. 

 Diante da resistência do escravo em revelar seu nome este ordena que tire o capacete e diga o seu nome. Então o gladiador tira o capacete e responde: "Meu nome é Máximus Décimus Meridius", comandante dos exércitos do norte, general da legião fênix, servo do verdadeiro imperador Marcus Aurelius, pai de um filho assassinado e marido de uma esposa assassinada e terei a minha vingança nesta vida ou na próxima". A vontade de Commudus é matá-lo, mas Maximus é salvo pela multidão que grita em coro do Coliseu inteiro "vivo""vivo""vivo""vivo"! 

A irmã de Commudus Lucila com quem Maximus havia tido um romance anteriormente visita-o na prisão e oferece ajuda, mas Maximus rejeita acusando-a de não ter evitado o assassinato de seu filho e sua mulher. Então ela vai embora aborrecida, mas continua disposta a ajudá-lo. 

Maximus tem alguns companheiros que o ajudam e um em especial para qual ele conta sobre a saudade da sua família. Em uma dessas conversas ele diz à Maximus "Você tem um grande nome; ele precisa (Commodus) matar seu nome antes de matar você". 

Eles lutam juntos e a cada batalha que Maximus vence torna-se mais importante que o Imperador de Roma. Maximus recebe o apoio do Senador e aceita a ajuda de Lucila a qual o Imperador tem um amor incestuoso pela irmã, fazendo-a viver sobre pressão e medo, principalmente quando este insinua fazer alguma maldade com o filho dela Lucius. 

Commodus desafia Maximus para a arena, mas antes o apunhá-lo pelas costas ele manda um dos seus soldados consertar a armadura e esconder a ferida que havia feito para levar vantagem. 

Maximus começa perdendo e tonto devido ao ferimento, recupera -se e quebra a cara de Commudus cravando-lhe o próprio punhal do Imperador no pescoço do covarde. Antes de se despedir Maximus pede a Quintos que liberte seus homens e reintegre o Senador Gracco ao poder. 

Enfim o Gladiador morre nos braços de Lucila dizendo: "Lucius está salvo". E vai se encontrar à sua família no outro lado da vida”!

O Livreiro de Cabul (Asne Seierstad)


O livro remete às crônicas de viagem do século XIX, pois traz seu quinhão de pitoresco e exótico na narrativa do cotidiano de uma família afegã, mas sem cair na esteriotipação que nasce dos preconceitos. Asne é uma estrangeira em meio a uma cultura mal-compreendida e estranha ao ocidente, por isso o encanto e a surpresa do olhar forasteiro estão lá, mas ela se permite viver a rotina de seus anfitriões e olhá-los com o máximo de isenção, sem contudo perder o calor da tão buscada “humanização da notícia”. 

A jornalista norueguesa Asne Seierstad conheceu Sultan Khan em Cabul, em novembro de 2001, após a queda do Regime Taliban. Depois de passar seis semanas nas montanhas de Hindu Kush, ao lado de comandantes da Aliança do Norte, dormindo no chão e viajando a pé, a cavalo e na boleia de caminhões, foi um alívio conhecê-lo e poder relaxar e conversar sobre literatura. Livreiro proeminente, pertencente a chamada classe média local, Sultan Khan havia sido preso, teve sua livraria destruída e diversas obras queimadas por comunistas, por mujahedins e pelo taliban. Em todas as ocasiões, se recuperou e seguiu em frente, alimentando o desejo de ser útil a seu país através do desenvolvimento da literatura. 

Convidada a jantar em sua casa, a autora pôde conhecer sua família: mãe, esposa, filhos, irmãos e sobrinhos, que dividiam um apartamento de quatro cômodos em uma região que ainda se recuperava dos horrores da guerra. Apesar do ambiente descontraído, as mulheres pouco falavam, o que instigou sua curiosidade. Teve então a ideia de escrever um livro sobre esta família – se não pobre, como a maioria das outras, ainda assim pode-se dizer que típica, por estar impregnada dos costumes e das crenças vigentes. 

Admitida de boa vontade como hóspede, passou três meses observando a rotina de Sultan e suas duas esposas, a madura Sharifa e a jovem Sonya, de 16 anos; seus filhos Mansur, Aimal e Eqbal, que trabalhavam 12 horas por dia nas livrarias do pai e não podiam ir à escola; suas filhas Shabnam e Latifa, sua mãe Bibi Gul, seus irmãos Yunus, Shakila, Bulbula e Leila, e seu sobrinho Fazil. 

Ela acordava pela manhã, entrava na fila para o banheiro, tomava o café, usava a burca para sair. Com os homens viajou, e acompanhou-os eventualmente à livraria. Com as mulheres foi a casamentos, a visitas, às compras, acompanhou seus afazeres domésticos. De todos ouviu relatos e queixas sobre seus sonhos, expectativas e frustrações a respeito de suas vidas particulares e a esperança de tempos melhores, entre guerras de tribos locais e as imposições de um chefe de família que, embora sendo letrado e denominar-se liberal, se impunha soberano sobre o destino dos membros da família. 

Sem esconder a opressão vivida pelas mulheres afegãs durante o governo do talibã, tema largamente explorado na literatura e amplamente mostrado na mídia, ela investe em esmiuçar outro ângulo da mesma questão, revelando que as relações de gênero no Afeganistão são bem mais complexas do que sonha a vã filosofia maniqueísta da cultura ocidental. Os homens de lá também vivem oprimidos, tanto por regimes que cerceiam as liberdades civis, quanto pelo peso da tradição cultural.

O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson)


Utterson era um sujeito tranquilo, de respeito, além de um competente advogado. Sua integridade era notória e seus hábitos, louváveis. Mas era, como qualquer um, movido por curiosidades. E uma das que mais lhe incomodava era o testamento de seu cliente e amigo, Dr. Henry Jekyll.
Havia um tal Sr. Hyde na vida do médico, um sujeito que, estranhamente, era herdeiro de Jekyll, ainda que não tivessem nenhum parentesco, ainda que Utterson jamais tivesse visto o amigo acompanhado desse tal Hyde. E o advogado ouvira bastante sobre esse misterioso homem.

Os relatos das atrocidades provocadas pelo Sr. Hyde parecia aumentar. A princípio, uma crueldade "leve", a ponto de escandalizar um grupo de pessoas, mas não o suficiente para torná-lo perigoso aos olhos da cidade. No entanto, suas atitudes tornavam-se cada vez mais sádicas, como se um monstro sem moral e limite aflorasse noite após noite, provocando dor e crime sem nenhum resquício de remorso na manhã seguinte.
Utterson ficava cada vez mais curioso a respeito dessa estranha relação entre o médico e um desconhecido com má fama. Havia algo naquela história que o incomodava e, seguindo seus instintos, decidiu que era hora de descobrir. E era nas respostas que o terror se abrigava, longe da luz e de qualquer bondade que o coração humano pudesse sentir.
   
Dr. Jekyll era, na verdade, o próprio Dr. Hyde. A história em si é famosa, quando as pessoas usam a expressão "médico e monstro" ao se referir a alguém de personalidade dupla, uma boazinha e outra horrenda. Hyde era o monstro.
Utterson, no entanto, precisava chegar a essa informação por conta própria e, ao receber Poole, o criado do seu amigo, pôde perceber que a situação estava cada vez pior. Ao que parecia, ninguém na casa de Jekyll queria aproximar-se do patrão.

 "- Agora caminhe o mais silenciosamente possível - disse Poole - é necessário que o senhor ouça sem, contudo, ser pressentido. E, se ele o convidar a entrar, não o faça, em absoluto."

Utterson, depois de muita dificuldade, obteve documentos que resolveriam todo o mistério. Dr. Hery Jekyll desenvolvera uma droga capaz de transformar um homem, literalmente. Não apenas sua personalidade, como seu próprio corpo sofria drásticas mudanças. A transformação era dolorosa, mas ao fim dela, a sensação era libertadora. A nova personalidade era desprovida de moral, de senso ou limite. Era capaz de fazer tudo o que queria, até mesmo sentir prazer em causar sofrimento.
À princípio, segundo o diário de Jekyll, o experimento era maravilhoso. Durante a noite, transformava-se em Hyde e vivia uma vida sem barreiras ou peso de consciência. Era apenas ele e suas vontades. Mas o controle de uso da droga fora negligenciado. Logo, Hyde tornou-se a mente dominante e, para manter viva a aparência e sanidade de Jekyll, era preciso tomar os remédios. O médico fora substituído pelo monstro e, para mantê-lo latente, a droga era, agora, uma necessidade.
O fim, como toda história de terror, não tem um final feliz, mas é de longe um fim trágico. Acho que podemos dizer que a história termina com um grande nevoeiro e sombras ao pé da escada, e ninguém nunca saberá o que há por trás disso.



Resumo por capítulos: 

Capítulo 1: A história começa em um domingo, com o advogado Mr. Utterson e seu amigo Enfield caminhando pelas ruas de Londres. Enfield, em certo ponto da caminhada, aponta para uma porta e pergunta se Utterson conhecia o local. Utterson diz que não e Enfield conta que certa madrugada de inverno, presenciou uma garotinha sendo pisoteada ali perto. Após agarrarem o pisoteador, calmo e frio diante da multidão que se formou, e exigirem reparação, ele entrou por aquela porta e voltou com moedas de ouro e um cheque cuja conta pertencia a um cavaleiro de prestígio da cidade. Pensaram que o cheque era falsificado, mas aguardaram o banco abrir e descobriram que o cheque tinha fundos e o malfeitor podia ser libertado. O fato levou-os a pensar que o cheque tivesse sido obtido por meio de chantagem. Utterson fica sabendo que Hyde era o nome da pessoa que tinha a chave daquela porta e Enfield já havia visto-o entrar outras vezes lá. Os dois selaram um pacto, de não falarem mais sobre o assunto. Há a descrição de Utterson. 

Capítulo 2: Naquela noite, Utterson, advogado, analisou o testamento do Dr. Henry Jekyll, manuscrito, que estava guardado em seu cofre. O testamento deixava claro que Hyde era o beneficiário dos bens do médico cientista em caso de desaparecimento ou ausência inexplicável. Pensando na história contada por Enfield, fica preocupado e decide fazer uma visita ao ex-colega de escola e grande amigo, Dr. Lanyon, para tentar entender por que Hyde está incluído no testamento. Lanyon, afastado de Jekyll há quase uma década, por achar que o médico assumiu uma postura que não o agrada, não ajuda. Utterson vigia a porta por alguns dias, encontra Hyde e conversam. Utterson como Enfield tem sensação ruim e teme pela vida de Jekyll. Utterson vai à casa de Jekyll, o mordomo Poole diz que Jekyll não está, mas confirma para Utterson que o Sr. Hide tem a chave da edícula dos fundos e que todos os criados são orientados a obedecê-lo. Utterson sai convencido de que Jekyll está sendo chantageado por Hyde, talvez por coisas que tenha feito no passado. Utterson sai preocupado com Jekyll. 

Capítulo 3: Duas semanas depois, Jekyll convida alguns amigos para jantar e entre eles, Utterson, que é o último convidado a ir embora e aproveita para perguntar a Jekyll sobre o testamento e desaprovar os termos do documento, pois soube algumas coisas sobre Hyde. Jekyll fica pálido ao ouvir o nome de Hyde e diz que sua relação com Hyde é estranha e dolorosa. Utterson insiste, e Jekyll diz que pode se livrar de Hyde quando quiser e Utterson não deve se preocupar mais. Assegurou-se de que os termos do testamento serão respeitados e conclui que apenas se faça a justiça, se for necessário. 

Capítulo 4: Quase um ano se passa, numa noite de outubro, há o assassinato de Sir Danvers Carew, respeitado cavalheiro londrino, presenciado por uma empregada que reconheceu o Mr. Hyde como o assassino. A empregada desmaiou ao presenciar a agressão. No bolso da vítima, a polícia encontrou uma carta endereçada ao advogado Utterson, que, chamado, identificou a vítima. Utterson reconheceu uma bengala quebrada, que foi usada como a arma do crime, pertencendo ao Dr. Jekyll. Utterson leva os policiais até à casa de Hyde e a revistam. Percebem que o mesmo saiu às pressas e atrás de uma porta encontram a outra metade da bengala usada no crime. O inspetor quis colocar cartazes de “PROCURADO” pela cidade, com o rosto de Hyde estampado neles, mas descobre ser impossível pois Hyde nunca fora fotografado e as pessoas que o viram são incapazes de descrevê-lo.

Capítulo 5: Mr. Utterson (O advogado) é recebido por Poole (mordomo) na casa de Dr Jekyll e é levado ao laboratório do lado de fora da casa e encontram Jekyll doente. Utterson quer saber se Jekyll esconde Hyde e este garante que nunca mais colocou ou colocará os olhos nele. Utterson continua preocupado com os termos do testamento e o que podem representar para a segurança de Jekyll. Utterson parte levando o bilhete que recebeu de Jekyll, escrito supostamente por Hyde, dizendo que não mais causará problemas ao doutor. Ao chegar em casa, Utterson mostra o bilhete ao seu contador e especialista em grafologia, Mr Guest. Este acha que o bilhete foi escrito de modo estranho. Nesse momento, um empregado traz um convite de Jekyll para Utterson. Analisando e comparando ambas as caligrafias, Guest conclui que são similares, com pontos em comum, mas com inclinação oposta. Após ficar sozinho, Utterson guarda o bilhete no cofre, certo de que seu amigo Jekyll forjou o bilhete para encobrir Edward Hyde. 

Capítulo 6: Ninguém deu a Scotland Yard informações sobre o assassinato de Carew. Hyde nunca mais foi visto. Jekyll, saudável, voltou a receber os amigos. De uma hora para outra, Poole impede Utterson de visitar Jekyll. Utterson preocupado com a saúde de Jekyll, resolve visitar o Dr Lanyon, mas este está doente, em profundo estado de terror e diz que nunca mais quer ouvir falar de Jekyll e que o considera morto. Em casa, escreve uma carta a Jekyll querendo saber o que houve entre os dois ex colegas. No dia seguinte, a resposta de Jekyll, em forma de carta enigmática, vem afirmando que também não quer ver Lanyon nunca mais. Lanyon morre três semanas depois e Utterson recebe uma carta com dois envelopes, sendo instruído a abrí-la após a morte ou desaparecimento de Henry Jekyll. Fiel ao pedido, coloca o envelope no cofre. A partir desse terceiro dia, tenta reencontrar Jekyll mas o mordomo Poole não permite sua entrada à casa. Jekyll está vivendo sozinho em seu laboratório e não quer ver ninguém. 

Capítulo 7: É domingo e o advogado Mr. Utterson e seu amigo Enfield estão caminhando pelas ruas de Londres. Eles passam novamente pela porta de Hyde (Aquela que haviam combinado de nunca mais falar) e voltam a falar sobre Hyde e a repulsa que se sente ao olhar para ele. Ambos decidem virar a esquina e tentar conversar com Jekyll. O encontro dos três é bastante DRAMÁTICO: Jekyll à janela, doentio e desanimado, diz aos dois que sente que sua morte está próxima e que será um grande alívio para ele mesmo. Recusa-se a caminhar com os dois e diz aos dois que os convidaria a subir, se não fosse a desorganização. Após dar um rápido sorriso aos amigos, muda sua fisionomia e sua face torna-se aterrorizada e desesperada, o que deixa os observadores assustados. Jekyll fecha a janela violentamente e os dois vãos embora pálidos e perturbados. 

Capitulo 8: Mr. Utterson estava sentado junto à lareira certa noite após o jantar quando foi surpreendido pela visita de Poole. 
     "- Agora caminhe o mais silenciosamente possível - disse Poole - é necessário que o senhor ouça sem, contudo, ser pressentido. E, se ele o convidar a entrar, não o faça, em absoluto."

Capítulo 9: Segundo Lanyon escreve, Jekyll mandou a ele uma carta pedindo-lhe o favor de ir à sua casa, entrar no laboratório e pegar todo o conteúdo de uma determinada gaveta. Depois Lanyon deveria levar tudo para a casa dele e entregar a uma pessoa que iria buscar. Contrariado, Lanyon fez o favor a Jekyll. Um homem pequeno, deformado, usando roupas que ficavam muito grandes para ele foi à casa de Lanyon buscar o conteúdo da gaveta. Pegou o frasco e perguntou se Lanyon queria ver o que iria acontecer. Amedrontado, mas curioso aceitou ver. Ao beber a poção, a figura deformada deu um grito, contorceu-se e seu corpo como se derreteu, dando lugar a figura esguia e alta que Lanyon reconheceu ser Henry Jekyll. Presenciar a transformação e ouvir os relatos de Jekyll fizeram que Lanyon ficasse totalmente descrente da medicina, da humanidade e de seus conhecimentos científicos. A criatura que havia entrado em sua casa era Edward Hide, o assassino de Sir Carew, e se transformara em Jekyll. 

Capítulo 10: Em um relato em primeira pessoa, Jekyll fala de sua infância, de como se tornou um médico famoso, distinto e de suas primeiras experiências tentando estudar a natureza dual do ser humano. Jekyll afirma que estudou e refletiu muito antes de começar seus primeiros experimentos. Ele diz ter tomado a poção pela primeira vez e ter experimentado a sensação de ser uma pessoa totalmente má. Ele afirma que ao olhar-se no espelho, sua aparência física ficou mudada. Ao voltar a ser Jekyll, ele passa a sentir necessidade de tomar novamente a poção, para viver a liberdade de ser outra pessoa, de estar no corpo de Hyde, pois este era jovem e vigoroso. Jekyll sentia que mesmo que Hyde fizesse coisas erradas, ele estaria isento de culpa, já que eram pessoas diferentes. Aos poucos, a transformação em Hyde passou a fugir do controle do médico e Jekyll começou a temer o contato com as pessoas e a possibilidade de ferí-las sem querer, caso se transformasse em Hyde subitamente. Jekyll afirma que tentou abandonar Hyde após descobrir que havia assassinado uma pessoa, mas não conseguiu manter sua decisão. Hyde começou a lutar para assumir a vida de Jekyll. Certo dia, mesmo sem tomar a poção, transformou-se em Hyde e teve de pedir ao amigo Lanyon para ir ao laboratório pegar o antídoto. Naquela noite, Lanyon presenciou a transformação de Hyde em Jekyll, e isso foi demais para o amigo, que veio a falecer. Jekyll não era mais capaz de controlar Hyde, que assumia seu corpo quando bem quisesse. Assim, Jekyll planeja eliminar Hyde da maneira mais drástica possível: Suicídio!

O silêncio das águas (Brittainy C. Cherry)


Terceiro livro da série Elementos da autora Brittainy C. Cherry. 

Quando tinha seis anos, Maggie May viu seu pai casar-se outra vez, com a promessa de que agora seria para sempre. Ele e a pequena então mudaram-se para a casa da nova família e logo de cara um laço os uniu. Maggie ganhou dois irmãos, Cheryl e Calvin, e também ganhou Brooks, o melhor amigo do irmão e vizinho da família. 

Com o passar do tempo, Maggie desenvolveu uma paixonite por Brooks e atormentava o garoto com planos para o casamento deles que ela já havia idealizado. Brooks, contudo, não suportava o som da voz de Maggie May e fazia de tudo para fugir da presença da menina. Isso até um beijo colocar tudo à prova. 

No dia que seria o seu "ensaio de casamento", Maggie está esperando por Brooks na floresta quando presencia um ato terrível. Um homem tira a vida da esposa no lago e quando este percebe a presença da menina observando tudo tenta matá-la também. Porém, Maggie May consegue escapar, mas não sem um forte trauma que muda sua vida para sempre. 

Maggie não sai mais de casa, não diz uma única palavra. Tudo que consegue fazer é viver uma série de aventuras nas páginas dos livros que o pai lhe traz periodicamente. Tudo e todos passam a girar em torno do trauma dela e isso faz com que sua irmã caçula a deteste por isso. 

Os anos passam e, já adolescente, Maggie ainda segue atormentada pelos fantasmas de seu passado. Desde o fatídico dia, ela não disse mais nenhuma palavra ou colocou os pés para fora de casa. 

Um acidente com uma velha vizinha, fará com que Brooks volte para casa junto com os rapazes e todo o sentimento que havia entre eles estará ali de volta e negar esse amor novamente não está nos planos de Brooks. Ele prometeu proteger Maggie de tudo e tornou-se o melhor amigo dela, ajudando-a todos os dias a enfrentar seus medos.

Logo, Brooks e Maggie se rendem mais uma vez aos seus sentimentos. Mas como manter esse relacionamento sabendo que Maggie poderá nunca mais sair de casa e Brooks tem toda uma vida com a banda pela frente? A forma que cada um lida com seus traumas é única e particular. 

No entanto, para que o amor de Brooks e Maggie fosse vivido intensamente, um acidente aconteceu para destruir a carreira de Brooks e Maggie teve que lutar bravamente pela vida do amado. Nisso ela teve que ir contra os seus fantasmas e trazer Brooks novamente de volta a vida da mesma forma que ele havia ajudado ela. 

Mas, enfim, os protagonistas finalmente ficaram juntos depois de terem passado por muita coisa!

O Leopardo (Giuseppe Tomasi Di Lampedusa)


O livro se inicia com a frase final da oração da Ave Maria: "Nunc et in hora mortis nostrae. Amen". 

Situado na década de 1860, o romance II Gattopardo, “O Leopardo”, um dos clássicos da literatura italiana, é a única obra de Giuseppe Tomasi, Príncipe de Lampedusa. 

Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, um aristocrata siciliano apaixonado pelas letras, quando escreveu O Leopardo enfrentava uma doença que o iria matar logo depois de concluir a obra. Durante sua vida, o romance foi rejeitado pelos editores aos quais fora submetido, o que desapontou muito Tomasi. Em 1957, Tomasi Di Lampedusa que tinha recebido diagnóstico de câncer falecera em 23 de julho em Roma. Seu romance foi publicado somente dois anos após sua morte. 


Resumo: 

Romance histórico situado na segunda metade do século XIX, O Leopardo conta a fascinante história de uma aristocracia siciliana decadente e moribunda, ameaçada pela aproximação da revolução e da democracia. 

O Leopardo era o animal que figurava no brasão da família de Dom Fabrizio, (Personagem principal), um italiano, Príncipe de Salina. Lampedusa escolhe, talvez, a figura do Leopardo, não só pelo seu individualismo – característica que tem em comum com o príncipe de Salina – como pela sua adaptabilidade, algo que é fundamental para a manutenção do status do protagonista e da sua família. 

Logo abaixo dos Leopardos, dos Leões, estão as raposas, os chacais, as hienas, cuja astúcia desprovida de escrúpulos, aliada a uma fortíssima motivação para vencer fazem da burguesia em ascensão uma classe para a qual os fins justificam os meios na sua rota de ascensão em direção ao topo da escala social: Agiotas, banqueiros, especuladores ou, simplesmente, grandes industriais que enriquecem misteriosamente de um momento para o outro. A ambição deste tipo social esbarra, porém, com o conservadorismo dos Leões e dos Leopardos que demoram, ainda, algumas gerações antes de os considerarem como seus iguais. 

Em maio de 1860, meados do século XIX, o revolucionário Giuseppe Garibaldi desembarca na ilha Marsala para liderar o movimento de unificação da Itália. Giuseppe Garibaldi chefia “Os descamisados”, ou simplesmente, “Os camisas vermelhas”. O objetivo é a reunificação da Península Itálica, a expulsão dos Bourbons - cuja pretensão de hegemonia, partindo de Nápoles de onde reina a dinastia Bourbon, irrita de sobremaneira os italianos – e sua substituição pela dinastia rival de Piemonte, apoiando Vítor Emanuel da casa de Sabóia. 

Assumindo como seus os ideais da Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade e Fraternidade – as tropas de Garibaldi pretendem o estabelecimento de uma nova ordem social ao defender a igualdade de oportunidades como o principal objetivo da revolução. Recebem, por isso, o apoio direto de uma classe em franca ascensão: Uma burguesia endinheirada que lucra em progressão geométrica com o endividamento galopante de uma nobreza dissipadora e cada vez mais passiva. A classe aristocrática sente que está próxima do fim de sua supremacia. 

Então Don Fabrizio assiste com distância e melancolia ao final dos combates! A adaptabilidade do Leopardo Fabrizio Salina impele-o a ser condescendente, flexível, com a nova classe em ascensão, cujo poder econômico poderá ajudar a sua família a manter o padrão de vida ao qual está habituada.

Dom Fabrizio, começa a perceber as mudanças na sociedade e a notar a futilidade de sua vida nesse momento histórico onde há uma decadência de sua classe, de seus costumes e do surgimento de uma nova ordem. Fabrizio deixa que a vida passe enquanto assiste à decadência da monarquia italiana, sem fazer qualquer esforço para interferir ou inserir-se no novo contexto que se delineia. 

Dom Fabrizio, desinteressado na vida política, acredita que as coisas têm que mudar, mas permanece como um espectador: Observa o fim de sua era solitário, resignado e pessimista. O Leopardo é irônico, direto e impactante. Dom Fabrizio se mostra extremamente pessimista com o futuro de sua terra, que ele considera quente demais, medíocre demais e preguiçosa demais, e por isso sempre fica a parte das decisões históricas. Suas ambições são continuadamente reduzidas, em simultaneidade com o esvaziamento da própria significação da nobreza, tornando os atos da mesma cada vez mais fúteis e desnecessários. 

Completamente cético quanto a importância de sua posição perante as mudanças políticas, Don Fabrizio apenas segue o curso da história cumprindo o mote aparentemente contraditório: "É preciso que as coisas mudem de lugar para que permaneçam onde estão"! 

Além da figura marcante de Don Fabrizio, há também a representação da nova classe social em Don Calogero que casará sua linda filha Angélica com Tancredi, sobrinho e favorito do príncipe. As interações/conflitos entre as duas classes resultam em momentos de muito humor, sobretudo. Outros aspectos possuem um forte apelo visual, como por exemplo, o momento da chegada da família aristocrática em Donnafugata, cobertos de poeira acumulada durante a longa viagem, figuras irreais e obsoletas no novo cenário da Itália unificada. 

Sendo assim, a própria história da ilha, marcada por sucessivas invasões de todos os quadrantes do mediterrâneo, tem como consequência o desenvolvimento de um sentimento coletivo de indiferença por quem se encontra no poder! 


O autor: 

Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, duque de Palma e príncipe de Lampedusa, nasceu em Palermo, em dezembro de 1896, e faleceu em Roma, em julho de 1957. Dedicou-se à escrita apenas nos últimos anos da sua vida, no tranquilo isolamento da sua propriedade, sem contacto com o meio literário. O Leopardo, a sua obra-prima, foi o único romance que escreveu. Inicialmente recusado por duas grandes casas editoriais italianas, viria a ser publicado um ano e meio após a morte de Lampedusa, tendo um sucesso imediato junto do público e da crítica, que o considerou uma das maiores obras literárias do século XX. Traduzido em todas as línguas, O Leopardo é já um clássico incontornável da literatura. 

O autor buscou sua inspiração nas histórias de sua antiga família e, em particular, na vida de um seu antepassado que viveu nos anos cruciais do Risorgimento, no reinado de Francisco II das Duas Sicílias. 

Obs: Se procura filme italiano de 1963, dirigido por Luchino Visconti, veja II Gattopardo (filme). II Gattopardo narra a história do ancestral do autor, Don Fabrizio Corbera, Príncipe de Salina, e de sua família entre 1860 e 1910, na Sicília. 

Personagens: Fabrizio Salina: O protagonista, é a fusão entre a cultura alemã, herdada da mãe – o racionalismo, o apego às normas e à ordem, traduzidas no fascínio pelas leis da física, nomeadamente da astronomia – e a indolência e fogosidade italianas como legado paterno. Sendo um homem dotado de inteligência (Muito) acima de média no seu grupo de pares – que se caracteriza, sobretudo pela frivolidade ideológica a par de uma extrema sensibilidade estética – Fabrizio estaca-se do seu grupo. É, antes de tudo, graças ao seu encanto pessoal que, mais do que a sua irrepreensível genealogia, o Leopardo Salina não é segregado pelos seus iguais que o consideram algo excêntrico, inspirando-lhes um misto de admiração e receio. Fabrizio Salina é, ainda, um homem sensual, propenso a grandes paixões, cujo temperamento esbarra com a castradora religiosidade da sua aristocrática esposa, Stella.  
Stella: A princesa di Salina, é perfeita na estrita observância do profundo respeito pelas convenções, das normas de etiqueta e do saber-estar. No entanto, o seu fervor religioso, manifesto até durante o ato sexual, assim como a sua frivolidade, acabam por exasperar o marido e esfriar a sua paixão inicial. 

Tancredi: O príncipe Di Falconeri, sobrinho de Fabrizio, é um jovem belo, inteligente, dotado de um humor colorido de um sarcasmo afetuoso, dirigido ao Zio Fabrizio – “Zione” (Tiozão), como lhe chama o sobrinho – o qual não resiste àquela descarada ironia que tem as suas raízes numa juventude que se crê imortal. A inteligência de Tancredi está ligada ao seu sentido de oportunidade, à astúcia felina (Ou de ave predadora) que lhe permite realizar um casamento vantajoso, salvando-o da ruína e, ao mesmo tempo, realizar o desejo de possuir a bela e voluptuosa Angélica, filha de um novo-rico, recentemente promovido a barão e com pretensões aristocráticas. É, também, o mesmo materialismo de Tancredi que o faz transitar habilmente do partido dos “Camisas vermelhas” para o exército real.

Angélica: É uma jovem de origem humilde, que tem acesso a uma educação refinada, em virtude do enriquecimento meteórico do pai. Apesar de, no início, o verniz da educação e o refinamento da toilette não conseguirem ocultar totalmente a sua origem camponesa. Contudo, Angélica acaba por ser uma lufada de ar fresco dentro de uma aristocracia debilitada por sucessivos casamentos consanguíneos, maus hábitos alimentares, ausência de vida ao ar livre e falta de exercício físico. Apesar de alguns pequenos deslizes no que toca à etiqueta e ao protocolo, Angélica é inteligente, ativa, uma jovem que se torna culta e interventiva no que diz respeito a causas sociais e na defesa dos direitos das mulheres. É a única personagem feminina que consegue conservar a beleza e o encanto até à velhice, preservando, até depois da morte de Tancredi, a vivacidade da juventude. 

Irmãs Salinas: Filhas de Fabrizio e Stella, estiolam pelo excesso de rigidez a que as obrigam as expectativas daqueles que as rodeiam, mercê do seu estatuto. Tornam-se demasiadamente tímidas e recatadas para inspirarem verdadeira paixão. A sua frieza e aparente indiferença acabam sempre por “Gelar o sangue” aos seus pretendentes. 

Fontes: Pequeno trecho do site http://www.recantodasletras.com.br
Outros trechos de vários sites e montagem totalmente minha. 

O Perfume: A história de um assassino (Patrick Suskind)


A história situa-se no século XVIII, em Paris, depois em Auvergne, em Montpellier, em Grasse e finalmente retorna a Paris... ... 

Paris, século XVIII. Multidões de pessoas famintas perambulam pelas ruas. Frio e fome, medo, desilusão e dor, em meio ao desespero de personagens que não vivem plenamente, apenas sobrevive o momento do agora, mesmo porque o amanhã em termos de futuro não existe na imaginação daqueles seres errantes que vê sua condição humana como desígnios divinos, portanto, inquestionáveis. Fétida, a cidade proporciona um caldo de diversificados sons, cores e, principalmente, cheiros, os mais diversos cheiros. O ambiente é pesado, distante, quase surreal. A cidade respira o ar poluído pela decadência do espaço, mas também e, principalmente, pela presença de um ser humano pobre demais, tanto material quanto espiritualmente. 

É nesse ambiente que nasce Jean-Baptiste Grenouille. O protagonista, Jean-Baptiste Grenouille veio ao mundo em meio à tripas de peixes atrás de uma banca de feira onde a mãe (algumas semanas depois executada por infanticídios) vendia seus peixes. Tão logo depois ele foi abandonado pela mãe que no desespero da própria sobrevivência via no filho um estorvo, peso que jamais conseguiria carregar. Criado como pária, vive seus primeiros anos imerso no silêncio premeditório que só os grandes gênios podem usufruir. 

O garoto cresceu e, com o tempo, foi se destacando das outras crianças da classe proletária da França por causa de sua inusitada e espetacular capacidade olfativa. Ele é, inclusive, visto com estranheza e temor pelas outras crianças de sua idade. Grenouille consegue sentir odores a grandes distâncias, e ainda tem a capacidade de sentir o cheiro de coisas que para as pessoas normais não têm cheiro, como pedras. Desde a adolescência, Grenouille tem o desejo de guardar para si todos os tipo de fragrâncias e conhecer odores novos. É nessa balada que ao conhecer uma garota na rua e se apaixonar pelo seu cheiro Jean-Baptiste se aproxima dela. Em pouco tempo a garota é morta por sufocamento.

Inconformado por não conseguir guardar o aroma dessa mulher, Grenouille fica obcecado para aprender técnicas para guardar os odores. E isso se torna possível quando conhece Giuseppe Baldini, um perfumista quase falido que vê seus negócios decolarem após a chegada do jovem e seu imensurável talento. Antes Grenouille trabalhava como aprendiz de curtidor de peles e posteriormente como aprendiz de perfumista, onde aprendeu as questões técnicas na criação de um perfume. Sempre atento aos ensinamentos (Oportunistas, é claro) de Baldini, ele aprende que todos os odores podem ser capturados e preservados, embora seus métodos não sejam os melhores. A descoberta faz com que Grenouille se mude para a cidade de Grasse, onde aprende a técnica mais eficiente. Daí acontecem outras matanças de mulheres. 

Baldini dizia que o perfume de uma pessoa é como se fosse sua alma, o que nos dá a entender que, ao preservar o perfume, ele estaria roubando a alma da pessoa. Jean-Baptiste parece saber exatamente como roubar a alma de uma pessoa, o que é provado pelo fato de as pessoas ligadas a ele morrerem quase sempre. 

Grenouille não percebia à si mesmo como um ser com uma identidade própria como todas as pessoas, e não conseguia identificar seu próprio cheiro. 

Obstinado, procura preencher essa lacuna buscando a síntese perfeita do aroma dos seres humanos absolutamente ideais em termos de pureza e docilidade, traduzida na candura da palavra amor. O aroma essencial, ou a essência de todos os aromas é a busca de Grenouille. Não há limite nessa busca, na medida em que para Grenouille, o viver está diretamente relacionado à essa conquista. Muitas tentativas são feitas! 

Grenouille persegue um ideal mais forte do que a razão. Ele decanta, destila e imagina, num sonho etílico e surreal, como seria ter o domínio do aroma da felicidade e do amor, da paz e da alegria, da pureza e da beleza, para que de posse dessa essência tivesse o controle não só das pessoas, mas de si próprio mesmo. Para conseguir o seu intento tudo seria válido, mas o destino reescrito tantas vezes mais uma vez tomava seu rumo e o trancafia nas masmorras imundas dos porões da cidade das flores e das essências. 

E continuam os assassinatos de mulheres lindas e donzelas, sempre deixando-as com os cabelos cortados... 

Havia um homem, Antoine Richis, vice-cônsul, viúvo e tinha uma filha chmada Laure. Ela era de uma beleza exuberante. Como todas as moças que eram assassinadas eram bonitas e donzelas, Richies protegia sua filha o máximo que podia, até fugindo as escondidas com ela com medo que o assassino a encontrasse. Porém um dia, mesmo escondido em outra localidade, um dia Laure aparece morta na cama e com os cabelos cortados. Antoine Richis sofreu muito a perda de sua linda e amada filha. 

Com isso, por causa de tantos assassinados chegaram a Grenouille. A sociedade que o acolheu agora o quer exposto na praça, com a carne à mostra e seu sangue a jorrar, molhando as pedras lisas, combinação perfeita de um mosaico da grande praça central. 

Mas no palco diante da multidão Grenouille assustado resolve usar do seu perfume. A essência das essências contamina o ar e o público que se perde no frescor daquele aroma. O aroma do perfume faz com que o público se entregue deixando seus corpos nus e contaminados pelo amor dos toques dos corpos. As pessoas conseguem através do perfume serem quem realmente são; conseguem acessar os seus desejos mais primitivos, mas nada sensual ou depravante! 

Então aparece o vice-consul, Antoine Riches e apertando a mão de Grenouille diz à ele que a magistratura anulou a condenação. As testemunhas retiraram o que haviam dito. 

Assim houve um conselho numa assembléia com o vice-cônsul e os cavalheiros. Daí resolveu-se que mandasse arrancar sem demora a tribuna e o cadafalso da praça. 

Com isso foi aberto um novo processo contra um outro desconhecido que assassinou as 25 donzelas da região de Grasse. Abriram novas investigações e o verdadeiro assassino foi encontrado: Dominique Druot, em cuja cabana havia sido encontradas as roupas e os cabelos de todas as vítimas. Este foi torturado e enforcado. 

Mas Grenouille ainda não estava feliz. O seu perfume tinha o poder de escravizar toda a humanidade, até mesmo o Papa, mas Grenouille vai em busca do seu “EU” interior. O perfume dava à ele o poder para tudo, exceto o de amar e ser amado! 

Grenouille percebeu então que o vazio que ele sentia estava dentro dele mesmo e que mesmo conseguindo conquistar tudo o que quisesse com o perfume, ele ainda continuava infeliz! 

Angustiado, Grenouille retorna a sua cidade natal, o lugar onde nasceu, na podridão, em Paris, após fugir de sua execução pelos assassinatos na cidade de Grasse, onde resolve acabar com si mesmo: Grenouille derrama todo o vidro de perfume sobre sua sua cabeça, o qual escorre pelo seu corpo todo. E todas as mulheres, prostitutas, homens, pessoas, vieram para cima de Grenouille, inspiradas pelo perfume único, diferente, com poder total! 


Então Grenouille é devorado pelas pessoas que o amaram através do perfume! 

A ação divide-se entre o mundo dos perfumes, traduzido pelo título "O Perfume", que servem para encobrir o mundo dos fedores, dos crimes e da hipocrisia que caracterizam a cidade de Paris no século XVIII. 

Grenouille possui duas características excepcionais:

• Ele não possui odor próprio, o que permite que ele passe totalmente despercebido aos outros, pois segundo o autor "o odor é a essência, e o que não tem essência não existe". Durante a história, essa ausência de cheiro, da qual ele se dá conta quando adulto, será compensada pela criação de perfumes que Grenouille utiliza de acordo com as circunstâncias a fim de ser notado pelos outros. 

• Ele tem um olfato extremamente desenvolvido, o que lhe permite reconhecer os odores mais imperceptíveis. Conseguia cheirá–los a distâncias inacreditáveis e armazenava–os em sua memória, também excepcional. Esse olfato é sua principal característica, o que lhe permite confeccionar perfumes de qualidade excepcional. 

Sobre o autor: 

• Homem tímido que se recusa a dar entrevistas e a aparecer na televisão. 

• Suskind fascina o leitor com a incrível sensualidade do seu texto e o prazer de escrever tão bem. 

• Seu livro foi recebido com louvores pelos críticos de toda a Europa e se transformou em um Best-seller. Em poucas semanas foram vendidos mais de um milhão de exemplares.

O Apanhador no Campo de Centeio (Jerome David Salinger)


O romance gira em torno da figura de um adolescente de 16 anos, Holden Caulfield, que além de ser o personagem principal, é também o narrador de sua própria história. A histórias inicia-se próximo ao Natal do ano anterior, quando ele estava saindo da terceira escola (colégio) que já havia estudado, o Pencey. Inicialmente, o livro fora escrito para adultos, mas tamanho foi a empatia do personagem como público adolescente, que passou a ser leitura obrigatória – e quase subversiva – entre os mais jovens. 

Holden que passa por problemas típicos de sua faixa etária – confusão, angústia, alienação e revolta -, acaba sendo visto como um grande anti-herói, que se transformou em um ícone entre 1960 e 1970. Holden vai passar um final de semana em Nova York, após receber seu boletim, com notas péssimas em todas as disciplinas. Além disso, ele descobre que será expulso do internato para rapazes onde estudava. 

Caulfield, que era filho oriundo de uma classe abastada, tenta adiar o confronto com a família, e sai andando pelas ruas da cidade. Durante seu trajeto, ele vai descrevendo a paisagem nova-iorquina, que passa a ser o ambiente ideal para as divagações de um adolescente. 

Holden se encontra totalmente desmotivado, desinteressado pela vida, além de se sentir entediado por todos os que estão à sua volta. Ele, em suas divagações, acaba rememorando alguns personagens de seu passado, como um antigo professor, uma antiga namorada, sua irmã menor, a quem devotava certo carinho. Mas, o que parece que irá resolver algumas de suas angústias, acaba intensificando-a, já que Holden se sente totalmente desamparado, rejeitado, ansioso e frustrado. Vale lembrar que Holden já tinha estava saindo de sua terceira escola. 

Durante as suas divagações, Holden acredita que a única solução para a sua existência é partir em direção ao oeste do país. Como ele gostava muito da irmã menor, ele resolve que deve se despedir dela. Compra então dois bilhetes para brincarem em um carrossel. Phoebe, a irmã de Holden, entra no brinquedo e, nesse momento começa a chover. Holden não se esconde da chuva e vê a cena como uma enorme beleza. 

Ela foi, mas não foi sozinha, levou sua mala consigo. Holden não aceitou de forma alguma que ela fugisse com ele e ficou extremamente irritado. Ela, por sua vez, ficou magoada com o irmão e não quis voltar para a escola a tarde. Ele, tencionando agradá-la, propôs que os dois fossem ao Jardim Zoológico. Ela aceitou. Eles foram ver os animais e, durante o passeio, eles avistaram um carrossel. Holden sabia que sua irmã adorava andar no carrossel e comprou um bilhete para ela brincar com os cavalinhos. 

Quando ela subiu no brinquedo, começou um dilúvio. Todos correram para debaixo da proteção do carrossel, menos ele que ficou apreciando sua irmã rodar e rodar no carrossel, quase chorando por estar diante de tamanha beleza.

... e a história termina do ponto onde ele começou a contar: hoje ele está em um sanatório fazendo tratamento psicanalítico.

O Físico (Noah Gordon)


Resumo: 

O Físico, de Noah Gordon, descreve toda a trajetória de Rob Cole, um médico do século XI que fica órfão de pai e mãe na infância e para poder sobreviver torna-se aprendiz de um barbeiro cirurgião, charlatão antiético que viaja pela Inglaterra vendendo um elixir para ganhar seu sustento. 

Quando Rob toma conhecimento de Avicena, um grande médico, que é mestre em uma escola de medicina extraordinária na Pérsia, resolve ir para lá, começando assim, uma viagem que dura dois anos e atravessa toda a Europa, aventura esta muito bem descrita em detalhes, sobre os povos, seus hábitos e costumes de todos os lugares por onde passou. 

Quando finalmente chega à Pérsia, Rob tem que fingir ser um judeu, pois a escola não aceitava cristãos. Lá, fica conhecendo o famoso médico e sua esposa, por quem se apaixona. Uma aventura, às vezes turbulenta, às vezes sensual, às vezes divertida, mas sempre narrando a dedicação de um apaixonado pela arte de salvar vidas, com uma linguagem bastante acessível e envolvente. 

Resenha: 

Os elementos estão todos costurados com maestria: muito romance, sensualidade, aventura, fatos históricos, o cenário da Idade Média e das Cruzadas; além do fascínio ocidental pelos mistérios do oriente. Só a citação dessa lista já faria de O Físico um livro imperdível para quem aprecia ao menos alguns dos ingredientes descritos acima. Mas Noah Gordon, não satisfeito em reunir tantos ícones do imaginário literário em um único livro, ainda é um bom contador de histórias. Uma verdadeira encarnação masculina de Sherazadi. As quase 600 páginas do livro avançam quase que de um só fôlego e o leitor fica querendo mais. 

Para quem não conhece ou nunca teve coragem de ler com medo do tamanho do romance, já que a obra foi lançada em 1996 e está na 14ª edição no Brasil, O Físico conta a história de Rob Cole, um órfão inglês que, após a morte dos pais, termina como uma mistura de filho adotivo e empregado/assistente de um barbeiro cirurgião beberrão e com ares de saltimbanco na Europa do século XI, obscura, supersticiosa e com o braço repressor da igreja baixando – e mandando para o cadafalso – qualquer suspeito de bruxaria. Rob, que traz uma espécie de dom místico para curar e deseja vencer a morte e a doença que dizimaram sua família; depois de adulto, ouve falar do mítico Avicena e de uma fabulosa escola de medicina na Pérsia, para onde ele viaja, assumindo a identidade falsa de um estudante judeu… Daí para frente, vocês mesmos leem, senão perde a graça. 

A pretensão de Gordon não é contar em termos precisos e didáticos a história da origem da medicina, mas narrar a grande aventura que era ser médico numa época em que enquanto o Oriente era vanguardista e concentrava além de grande riqueza material, uma ainda maior intelectual; o Ocidente afundava em reinados sangrentos e corruptos e nos medos impostos por um cristianismo amargo e inquisidor que impedia acima de tudo o avanço da ciência que coloca a existência de Deus em xeque. A partir da saga do jovem Rob, o autor romanceia o que deve ter sido a realidade de muitos homens – e mulheres – de carne e osso naqueles tempos árduos. Havia um conflito profundo entre ciência e fé, como ainda hoje existe. E todos os lados da questão são abordados com grande propriedade e leveza pelo escritor. 

Usando figuras reais que se tornaram mito, como o próprio Avicena, Noah Gordon tenta desvestir-se de um possível olhar maniqueísta ocidental e europeu para traçar um panorama da riqueza cultural e social tanto do Islã, quanto do Cristianismo e do Judaísmo medieval e mostrar onde estariam as origens não só do eterno conflito entre cristãos, judeus e muçulmanos, mas das idiossincrasias daquelas que são consideradas as três maiores religiões da humanidade. 

Sem defender ou demonizar nenhum dos três credos e sem deixar de apontar as origens históricas para cada um dos bens – e dos males – que deles resultam, ele transfere para o olhar estrangeiro de Rob Cole a mistura típica de fascínio e repulsa que acomete qualquer pessoa que é tirada de uma cultura e um modo de pensar e confrontada com outra. 

No meio disso tudo e para não cansar o leitor, o autor tempera todas as questões filosóficas e dados históricos levantados pelo seu romance épico, com descrições generosas e perfeitas de cenários que vão do susto ao encanto, no compasso do trote dos cavalos e dos exóticos camelos. As cores e os cheiros do mundo conhecido naquela época e os temores pelo desconhecido impregnam quem se aventura junto com Rob pela sua jornada. 

Que a Idade Média é o tempo histórico mais presente no imaginário coletivo não é novidade, basta lembrar-se da quantidade enorme de romances e filmes que abordam diversos aspectos do período, desde o amor cortês de Romeu e Julieta, até as lendas da Távola Redonda, passando por toda a mítica de fadas, magos e atos heróicos de cavaleiros de armadura. 

Sem abrir mão de uma pitada sutil de sobrenatural (a espantosa capacidade de Rob Cole de curar ou prever a morte), e sem deixar também de citar cenas empolgantes de batalhas dos exímios cavaleiros árabes, Noah Gordon nos oferece outra perspectiva da Idade Média, aquela que debruça-se sobre o fervilhante caldeirão cultural e filosófico de um tempo em que os homens viviam a dúvida de obedecer a um Deus invisível e cheio de regras, preconceitos e preceitos (seja esse cristão, muçulmano ou judeu) ou obedecer a própria inclinação natural à curiosidade que leva à evolução.

Tanto para quem é fascinado por história, principalmente a medieval, quanto para quem é fã de carteirinha de um bom romance de aventura, O Físico é leitura mais que recomendada.

O diário de Anne Frank (Anne Frank)


O diário de Anne foi um presente para seu 13° aniversário em 12 de Junho de 1942. Anne o nomeou de Kitty e passou a contar tudo o que acontecia a ele. 

Anne e sua família eram judeus e como estavam em meio a uma guerra , recebiam tratamento diferenciado: Tinham que usar uma estrela amarela em suas roupas, fazer compras em lojas de judeus , só frequentar lugares possuídos por judeus, não podiam andar de bonde ou outro veículo a não ser de bicicleta e deviam estudar em escolas especiais, para judeus. 

Algum tempo depois, veio uma notícia que mudara totalmente a vida de Anne e sua família: Sua irmã Margot fora convocada para a guerra. Com isso tiveram que partir em direção ao desconhecido: Tiveram que se mudar para um esconderijo no anexo secreto da empresa onde o pai de Anne trabalhava. Junto com a família Frank, fora também a família Van Daan (Peter, Sr. Van Daan,e Petronella).

Quem ajudava aos “Foragidos” eram Bep, Miep, Kugler, Kleiman e o Sr. Voskuijl, que forneciam comida e outros materiais necessários. 

Depois de muito pensar, decidiram que seria adicionado um oitavo hóspede ao anexo e foi decidido que esse hóspede seria o dentista Albert Dussel, ele se instalara no quarto de Anne. 

Às vezes Anne se sente muito triste e solitária no anexo, ela discute muito com a mãe e tem uma convivência conturbada com os moradores. Certo dia quando foram ao sótão descobriram que havia ratos lá e com isso deixaram Mouschi (Gata de Peter) para devorá-los. 

O Sr. Kleiman vivia sofrendo hemorragias no estômago devido a um problema. Muitas são as disputas e discussões no anexo: Os Frank com os Van Daan, Anne com sua mãe, Van Daan com Dussel, etc.

Anne completara 14 anos e recebera um poema de seu pai, e doces e livros de outros hóspedes. O Sr. Voskuijl estava muito doente e fora diagnosticado com Câncer. O radinho que eles ouviam teve que ser entregue na recolhida e Bep conseguira outro inferior no mercado negro.

O norte de Amsterdã fora destruído gerando mais de 200 mortos e muitos feridos. Depois de tanta espera, finalmente veio uma notícia boa: Mussolini renunciara ao poder na Itália.

Anne teve em um sonho a imagem de sua amiga Hanelli sofrendo nos campos de concentração, sentiu pena, culpa e pediu a Deus para protegê-la. Ela vê em Hanne a figura de todos os outros judeus, que sofrem apenas por serem judeus. 

Durante dezembro chega o dia de São Nicolau e os “Foragidos” ganham um bolo com a frase “Paz em 1944” de Mep, Bep, Kleiman e Kugler. 

O anexo fôra roubado e levaram 40 florins e açúcar. A convivência com a família de Van Daan está cada vez mais difícil, pois eles escondem comida, não dividem e consomem mais do que os outros.

Anne teve uma mudança em sua vida, pois passou a compreender e ter mais sabedoria. Anne começa a buscar a companhia de Peter e começa a compreendê-lo. Ela sobe diariamente ao sótão de Peter e começa a desenvolver um sentimento maior que a amizade, um tipo de amor. 

No dia 11 de abril de 1944 o anexo enfrentou uma nova aventura: Peter, Dussel, Sr. Van Daan e Pim (Apelido de Otto) descem para verificar alguma coisa justamente na hora que um casal passa e ilumina tudo com uma lanterna. Depois disso sobem rapidamente e percebem que alguém tenta arrombar a porta. Felizmente essa pessoa vai-se embora, porém os “Foragidos” permanecem aflitos até de manhã quando o Sr. Kleiman volta. Porém quando este chega e fica a parte de tudo, ele os repreende e os proíbe de descer à noite. 

Anne conta tudo sobre ela e Peter a seu pai (Pim), que acha melhor eles se afastarem, pois essa historia poderia virar romance. No entanto Anne continua a visitar Peter e ainda escreve uma carta desabafando tudo a seu pai, que fica muito triste porque nunca recebera uma carta com tanta injustiça e dureza como aquela. Depois Anne percebe que errou sendo dura demais com seu amado Pim e pede desculpas a ele. 

O país se tornou ainda mais anti-semita, mesmo aqueles que eram bons. Isso causa medo e preocupação aos “Foragidos”. 

Anne em maio de 1944 sofrera uma recaída de mau-humor, tristeza, e falta de esperança devido a vários motivos: O fornecedor de alimentos havia sido preso, o anti-semitismo extremo, má alimentação, estresse, falta de liberdade, medo, solidão, etc. 

Anne volta ao normal e começa a acreditar que o fim da guerra está próximo, pois um general da nobreza alemã tentara assassinar Hitler. 

O diário de Anne terminou em 1 de agosto de 1944. Os oficiais da Gestapo descobrem o esconderijo da família, em 4 de agosto de 1944, prendem os refugiados e os conduzem para diferentes campos de concentração. Anne, que já estava bastante debilitada, por conta da péssima alimentação, acaba sofrendo mais ainda. 

Anne morrera em março de 1945 em Bergen-Belsen. Alguns historiadores recentemente conseguiram provas de que a jovem teria morrido antes da data que se pensava, por conta de tifo e não na câmara de gás, como a irmã. Da sua família, o único sobrevivente foi o pai, Otto, que lutou para publicar o Diário de Anne Frank. Depois da sua morte, Anne torna-se famosa no mundo inteiro por causa do diário que escreveu quando ainda estava escondida. 

Sobre o livro: 

Conhecido em todo o mundo através do teatro, adaptações para televisão e traduções, “O Diário de Anne Frank”, incrível documento humano, continua a chocar e a emocionar. Ele assinala passagens de uma vida insólita, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a nobreza fora do comum de um espírito amadurecido no sofrimento. 

A ideia inicial de Anne, mais do que desabafar com palavras, era escrever um diário, para que, posteriormente, fosse publicado, logo que a guerra acabasse. A idéia de escrever um diário nasce após Anne ouvir uma transmissão radiofônica que incentivava as pessoas a documentar os eventos ligados à guerra, pois este material teria, futuramente, um alto significado. Ela inscreve em seus escritos tudo o que se passa no cotidiano de sua família inclusive sua notória predileção pelo pai, que considerava amoroso e nobre, ao contrário da mãe, com quem a menina estava sempre em direto embate.

O Rouxinol (Kristin Hannah)


“O Rouxinol”, narra a história de Vianne Mauriac e sua irmã Isabelle Rossignol. O pai destas meninas servira durante a Primeira Guerra Mundial e voltara dos campos de batalha destruído física e emocionalmente. Algum tempo depois a Sra. Rossignol acabara falecendo, o que desestruturara a família completamente. Vianne e Isabelle foram abandonadas aos cuidados de uma mau humorada senhora que cuidava de uma grande casa e ela estava na família a gerações e desde este instante a felicidade foi um assunto quase esquecido pelas irmãs Rossignol. 

Aos 16 anos Vianne construira sua família ao lado do marido Antonie, saindo do julgo do pai, mas Isabelle percebera logo que naquela nova família não teria espaço para ela, indo de internato em internato, de fuga em fuga. 

Anos depois, já adultas, essas garotas se veem novamente vivendo a dura realidade da guerra. Isabelle completa dezoito anos no estopim da Segunda Guerra. 

Quando a França fora invadida, os nazistas começaram a tomar conta das cidades e o Holocausto começara a se espalhar por toda a Europa. Vianne se via em difíceis situações onde teria que escolher entre salvar sua família ou enfrentar o inimigo. Seu marido fora recrutado para servir durante a guerra e sua pequena filha dependia totalmente dela para sobreviver. 

Já Isabelle, essa jovem rebelde e contestadora, decidira que não abaixaria a cabeça aos intrusos que estariam tirando tudo de sua família, amigos e de todos os franceses. 

*** 

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despedira do marido, que rumara para o fronte. Vianne, dona de uma propriedade grande e com uma bela e saudável horta, via seu marido partir, sua casa ser saqueada e dominada por um alemão e sua filha crescer com fome e dor. Vianne não acreditava que os nazistas invadiriam o país, mas logo eles chegaram em hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escureciam os céus e despejando bombas sobre os inocentes. 

Quando o país fora tomado, um oficial das tropas de Hitler requisitara a casa de Vianne, e ela e a filha foram forçadas a conviver com o inimigo ou perderiam tudo. De repente, todos os seus movimentos passaram a ser vigiados e Vianne fora obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. 

Já Isabelle, irmã de Vianne é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Isabelle não resiste ao abuso da Alemanha e se afilia ao partido comunista, mergulhando em perigosas missões que buscavam diminuir a força do governo alemão. Enquanto milhares de parisienses fugiam dos terrores da guerra, ela se apaixonara por um guerrilheiro e decidira se juntar à “Resistência”, arriscando sua vida para salvar os outros e libertar seu país. 

Com isto, as duas irmãs se afastaram por discordarem sobre a ameaça da ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisava encontrar o próprio caminho e enfrentarem questões morais, e escolhas de vida ou morte. 

Durante o período da guerra os franceses viram seus homens partirem para guerra, seus recursos naturais serem esgotados, suas casas serem invadidas, seus bens serem saqueados, e suas mulheres e crianças morrerem de fome ou serem abusadas das piores formas possíveis. Durante a guerra muitas pessoas morreram por serem diferentes, por passarem fome, por expressarem sua fé, por lutarem pelo próximo, ou por simplesmente serem mulheres. 

E as irmãs Vianne e Isabelle passaram por tudo isso: roubo, separação, abuso, fome, perdas. Elas passaram anos em uma guerra e experimentaram formas dolorosas de amadurecer e vencer as dificuldades da vida.

O Senhor dos Anéis VI (J. R. R. Tolkien)


Os resumos foram gentilmente cedidos por Janez Brank (http://www.brank.org/tolksumm/ ), traduzidos do inglês por Luciano Soares e revisados por Imrahil, do site Valinor (http://www.valinor.com.br ) 

Livro VI 

Capítulo 1: A Torre de Cirith Ungol: Sam está firmemente decidido a resgatar Frodo, e precisa encontrar uma entrada para a torre de Cirith Ungol, para onde seu mestre foi levado. Ele escuta sons de luta vindo da torre, e dois orcs são feridos com flechas numa tentativa de fugir; aparentemente, as duas companhias orc estão brigando pelos pertences de Frodo. A entrada principal da Torre é guardada pelos Dois Sentinelas, horríveis criaturas semelhantes a estátuas cheias de grande malícia, que não se movem mas parecem estar cientes do que se passa a seu redor. Sam ergue o Frasco de Galadriel, e consegue atravessar o portão. Quase todos os orcs foram mortos na luta; um pequeno orc encontra Sam nas escadas, mas foge de medo. Sam o segue e escuta uma conversa entre ele e Shagrat que, embora, ferido, também parece ter sobrevivido à luta. Os dois orcs começam a discutir e Snaga, o orc pequeno, escapa; Shagrat sai para buscar ajuda. Sam procura por Frodo e começaa a cantar; ele ouve uma resposta à sua canção, seguida pela voz de Snaga. Frodo estava preso na câmara mais alta da torre, acessível somente por uma escada que passava por um alçapão. Sam sobe e ataca Snaga, que cai da escada e quebra o pescoço. Então Sam e Frodo preparam-se para partir; Sam traz algumas roupas de orc para Frodo que foi deixado nu pelos orcs]. Usando o Frasco, eles passam novamente pelos Sentinelas, mas as criaturas soltam um horrendo grito, que é respondido por um nazgûl voando na escuridão acima deles. 

Capítulo 2: A Terra da Sombra: Sam e Frodo evitam ser descobertos a duras penas e viajam para o norte por alguns dias. Eles são atormentados pela falta de comida e água, e o Anel está se tornando um fardo cada vez maior para Frodo. A planície abaixo deles está cheia dos exércitos de Sauron, e Frodo pretende tentar atravessá-la no lugar onde ela é mais estreita. Escondidos num arbusto, eles ouvem a conversa de dois orcs e descobrem que Gollum ainda os está seguindo; numa noite, Sam também o vê espionando. A planície ainda está repleta de orcs, e os hobbits não tem outra alternativa a não ser seguir a estrada ao longo das encostas íngremes do Morgai. Lá eles são alcançados por um grupo de pequenos orcs sendo levados por dois grandes Uruks para Udûn, onde os exércitos de Sauron estão se reunindo. Os Uruks pensam que Sam e Frodo são orcs desertores, e os forçam a se juntar à companhia. Felizmente, entretanto, quando o exército se aproxima da entrada estreita para Udûn, confusão e luta explodem entre diferentes companhias orc, e os hobbits conseguem escapar sem serem notados. 

Capítulo 3: A Montanha da Perdição: Os hobbits seguem uma estrada orc por vários dias, viajando na direção da Montanha da Perdição. Dessa forma eles são capazes de fazer muito mais progressos do que através da região estéril, cheia de rochas e fendas; e há alguns poços com água ao longo da estrada. Mas finalmente eles têm que deixar a estrada e virar diretamente para a Montanha. Para aliviar seu caminho, eles deixam para trás todos os pertences que provavelmente não mais usariam. Eles alcançam Orodruin com mais dois dias de viagem, e quase ficam sem comida e água. No dia seguinte eles deveriam começar a subir, mas Sam tem que carregar Frodo, que [atormentado pelo crescente fardo do Anel] está completamente exausto. Perto do topo eles são atacados por Gollum, mas ele também está enfraquecido pela fome e Frodo escapa na direção das Sammath Naur, as Câmaras de Fogo. Gollum implora clemência a Sam [que ainda está armado com Ferroada], e Sam ordena que ele vá embora. Nas Câmaras de Fogo, contudo, Frodo é finalmente sobrepujado pelo poder do Anel e o reivindica para si. Gollum se aproxima e o ataca de novo, e arranca com os dentes o dedo em que está o Anel; então, saltando de alegria por ter recuperado seu Precioso, ele cai dentro do Fogo. Frodo [agora libertado de sua dor] e Sam saem e vêem que o reino de Sauron entrou em colapso. 

Capítulo 4: O Campo de Cormallen: As águias, lideradas por seu senhor, Gwaihir, juntam-se à batalha dos Capitões do Oeste contra as hostes de Mordor. Nesse exato momento o Anel cai no fogo de Orodruin: o Portão Negro desaba, o espírito de Sauron é destruído e as forças de Mordor, desprovidas do Poder que as controlava, se desesperam, e muitos fogem ou imploram misericórdia. Gwaihir, acompanhado por outras duas águias, leva Gandalf até a Montanha da Perdição, onde eles resgatam Frodo e Sam. Os dois hobbits despertam vários dias mais tarde e são grandemente honrados pelo exército do Oeste no campo de Cormallen, em Ithilien. Eles ficam em Ithilien por muitos dias alegres, contando e ouvindo histórias sobre suas aventuras com seus amigos, até que finalmente todo o exército sobe a bordo dos navios e parte para Minas Tirith. 

Capítulo 5: O Regente e o Rei: Enquanto isso, Éowyn e Faramir ainda estão nas Casas de Cura recuperando-se de seus ferimentos. Éowyn está infeliz por ter que passar seu tempo em inatividade, e deseja uma morte gloriosa em batalha [ela também desejava o amor de Aragorn, mas recebeu dele apenas compaixão e compreensão]. Ela conhece Faramir [que, apesar de também ser forte e corajoso, está esperando ser curado pacientemente. As águias trazem notícias da vitória. Faramir e Éowyn passam muito tempo juntos, e acabam se apaixonando. Dessa forma, Éowyn é curada. O exército do Oeste retorna à Cidade e Aragorn é coroado como Rei Elessar. Ele declara que Faramir receberá Ithilien como principado, e que ele e seus herdeiros continuarão a ser Regentes. Os companheiros passam muitos dias em Minas Tirith, e parece que Aragorn ainda está esperando por alguma espécie de sinal. Certo dia, ele e Gandalf sobem por uma trilha na montanha e lá, num antigo santuário dos reis, encontram uma muda da Árvore Branca, que é plantada no pátio do rei. Alguns dias depois, uma grande companhia de elfos chega do Norte, incluindo Galadriel, Elrond e Arwen. Elrond dá a Aragorn o Cetro de Annúminas, e Aragorn casa-se com Arwen no solstício de verão. 

Capítulo 6: Muitas Despedidas: Arwen dá permissão a Frodo para ir aos Portos Cinzentos no lugar dela, pois por seu casamento com Aragorn ela escolhera se tornar mortal. Éomer e Gimli resolvem sua disputa a respeito da beleza de Galadriel. Finalmente uma grande companhia parte de Minas Tirith, levando o corpo do Rei Théoden para Rohan. Depois do enterro, Éomer anuncia o casamento de Faramir e Éowyn. Então eles vão para Isengard, e lá encontram Barbárvore. Gimli e Legolas visitam as Cavernas Cintilantes do Abismo de Helm e a Floresta de Fangorn, e se despedem da companhia, partindo para seus próprios lares no Norte. Pouco depois Aragorn os deixa também, voltando para Minas Tirith. O resto da companhia continua a viagem, e alcança Saruman [que agora está vagando como um mendigo, acompanhado por Gríma]. O povo de Lórien deixa a companhia em Eregion, perto dos portões de Moria. Agora os viajantes vão para Valfenda, e lá os hobbits encontram Bilbo e passam muitos dias com ele. Finalmente eles decidem voltar para o Condado, e para a alegria deles Gandalf decide acompanhá-los, pelos menos até Bri. 

Capítulo 7: De volta para Casa: Frodo sente novamente a dor em seu ombro, pois faz um ano desde que ele foi ferido. Contudo, ela passa rapidamente, e depois de mais alguns dias eles alcançam Bri. Eles são recebidos calorosamente pelo velho Carrapicho, e conversam com ele por muito tempo contando suas aventuras. Carrapicho conta que seus negócios andavam ruins, com muitos estranhos e criaturas más rondando Bri; e ele fica contente ao ouvir que o Rei reaparecera. Bill, o pônei, também voltou para Bri, e é devolvido a Sam. A companhia fica na estalagem por dois dias, e depois parte para o Condado. Gandalf deixa os hobbits, pois ele pretende visitar Tom Bombadil; e ele aconselha os hobbits a se apressarem, insinuando que as coisas poderiam estar erradas no Condado. 

Capítulo 8: O Expurgo do Condado: Os quatro hobbits chegam ao Condado, e descobrem que muitas coisas realmente mudaram: a Ponte do Brandevin é guardada por vários Condestáveis, que lhes negam passagem. Parece que Lotho Sacola-Bolseiro apossou-se do Condado, chamando a si mesmo de "Chefe" e impondo um grande número de Regras injustas. O Condado está cheio de rufiões [como Bill Samambaia, que está na Ponte], sendo que muitos deles são isengardenses vesgos; e tem acontecido muitos incêndios e destruição sem sentido. Os viajantes entram [contra as Regras] e passam uma noite na casa dos Condestáveis; no dia seguinte eles encontram um grupo de Condestáveis em Sapântano e outro de rufiões na Vila dos Hobbits, mas ambos não conseguem prendê-los, estando surpresos e assustados por encontrar quatro hobbits destemidos e bem-armados. Com a ajuda do Fazendeiro Villa, os amigos começam uma revolta contra os opressores; primeiro um pequeno grupo de rufiões tenta abafar a rebelião, mas eles acabam se rendendo por estarem em menor número. Pippin traz um grande número de Tûks, e juntos eles derrotam o ataque seguinte dos rufiões. Então um grupo de hobbits, liderado por Frodo, vai para o Bolsão com a intenção de achar Lotho. Ao invés disso eles encontram Saruman, que havia organizado toda a destruição; eles ordenam que o mago saia, e Língua de Cobra [que parece ter assassinado Lotho por ordem de Saruman] em raiva e desespero mata seu mestre, e é então atingido por três arqueiros hobbits. Isso marca o fim da Guerra do Anel. 

Capítulo 9: Os Portos Cinzentos: Esses eventos turbulentos são seguidos por um ano esplêndido, próspero e feliz. Todo o Condado está ocupado reparando os desastres causados pelos rufiões de Saruman. Sam lembra-se do presente de Galadriel e descobre que a caixa contém uma estranha poeira e uma única semente prateada. Ele usa a poeira para plantar árvores por todo o Condado, e planta a castanha prateada no Campo da Festa na Vila dos Hobbits; e dela nasce um lindo mallorn. Sam casa-se com Rosinha Villa; Frodo volta para o Bolsão, e Sam e Rosinha vão viver lá também. No ano seguinte a primeira filha deles, Elanor, nasce. Nos aniversários dos eventos no Topo dos Ventos e em Cirith Ungol, os antigos ferimentos de Frodo doem novamente. Em setembro, como o aniversário de Bilbo está se aproximando, Frodo e Sam partem de novo [para Valfenda, como pensa Sam; embora ele não pretenda fazer a viagem toda]. Contudo, nas matas do Condado eles encontram um grande número de elfos, incluindo Elrond e Galadriel; Bilbo está também entre eles. Finalmente Sam percebe que Frodo pretende ir aos Portos Cinzentos, para atravessar o Mar em companhia dos elfos e de Bilbo. Nos Portos Círdan, o Armador e Gandalf os esperam; Gandalf também partirá no navio. Ele trouxe consigo Merry e Pippin, para que Sam não estivesse sozinho no caminho para casa. Assim, o navio élfico deixa a Terra-média, e os três hobbits retornam ao Condado.

O Senhor dos Anéis V (J. R. R. Tolkien)


Os resumos foram gentilmente cedidos por Janez Brank (http://www.brank.org/tolksumm/ ), traduzidos do inglês por Luciano Soares e revisados por Imrahil, do site Valinor (http://www.valinor.com.br ) 

Livro V 

Capítulo 1: Minas Tirith: Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado. 

Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta: Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir. 

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan: Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente. 

Capítulo 4: O Cerco de Gondor: Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe. 

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim: O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha. 

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor: Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha. 

Capítulo 7: A Pira de Denethor: Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar. 

Capítulo 8: As Casas de Cura: Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte. 

Capítulo 9: O Último Debate: Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias. 

Capítulo 10: O Portão Negro se abre: O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.

O Senhor dos Anéis IV (J. R. R. Tolkien)


Os resumos foram gentilmente cedidos por Janez Brank (http://www.brank.org/tolksumm/ ), traduzidos do inglês por Luciano Soares e revisados por Imrahil, do site Valinor (http://www.valinor.com.br ) 

Livro IV 

Capítulo 1: Sméagol Domado: A ação se volta para Frodo e Sam, que estão atravessando as colinas dos Emyn Muil, e sofrem com as paredes íngremes que os impedem de descer. Eles acham um lugar onde uma descida poderia ser possível, e Frodo tenta descer; um grito terrível atravessa o céu naquele momento [provavelmente de um dos nazgûl], e Frodo cai. Felizmente ele cai em uma saliência na rocha. Sam se lembra da corda que os elfos de Lórien lhe deram, e salva Frodo com ela; então ambos descem pela corda, e para a surpresa deles, conseguiram recuperá-la facilmente, como se não tivesse sido amarrada. Eles planejam passar a noite debaixo do precipício. Notam então Gollum, que os tinha seguido todo o tempo; ele escala facilmente, quase como uma aranha, mas cai na parte final da subida. Sam o ataca, e com a ajuda de Frodo eles forçam Gollum a prometer que os conduziria até Mordor. Logo depois Gollum tenta escapar, mas eles o pegam e descobrem que a corda élfica, com a qual eles quiseram amarrá-lo, o machuca muito. Ele jura pelo Anel que os obedeceria, e eles o desamarram. Um tempo depois, quando a lua estava no céu, eles partem novamente. 

Capítulo 2: A travessia dos pântanos: Os dois hobbits, conduzidos por Gollum, estão fazendo o seu caminho lentamente para os Portões Negros de Mordor. Já que atravessar por campo aberto, cheio de estradas orc, seria muito perigoso, Gollum os conduz ao longo de caminhos menos conhecidos pelas terras pantanosas. Eles cruzam os Pântanos Mortos, onde foram enterrados muitos guerreiros caídos durante a guerra entre a Última Aliança e o Senhor do Escuro no final da Segunda Era; agora luzes estranhas chamejam, e podem ser vistas horríveis faces de mortos debaixo da lama. Espectros do Anel voam freqüentemente sobre eles, aparentemente procurando o Anel e sentindo sua presença de alguma maneira; e o fardo do Anel sempre parece maior a Frodo conforme eles se aproximam de Mordor. Dentro de Gollum duas "personalidades" estão lutando pela dominação: o Sméagol bom, e o Gollum mau; e o desejo pelo anel parece estar vencendo novamente. Finalmente eles chegam às terras desoladas e estéreis diante de Mordor, e somente com o comando rígido de Frodo é que Gollum os guiará mais além. 

Capítulo 3: O Portão Negro está fechado: Os companheiros chegam ao Portão Negro de Mordor. O Portão é vigiado pelos Dentes de Mordor, duas torres altas erguidas há muito tempo pelos Homens de Gondor, mas depois abandonadas e então ocupadas pelas forças de Sauron. Também há muitas outras muralhas e números enormes de orcs; várias estradas conduzem ao portão, e numerosos exércitos do Leste e do Sul estão entrando em Mordor. Entrar em Mordor parece absolutamente impossível. Neste momento Gollum sugere outro caminho: ir para o sul na cidade fantasma de Minas Ithil, e então até a passagem de Cirith Ungol. Lá as chances de não serem notados são um pouco maiores; naquela direção Sauron conquistou terras até o Anduin, e sente-se mais seguro. Assim, não é provável que o lugar seja vigiado completamente. Gollum afirma ter escapado de Mordor ao longo daquele mesmo caminho; entretanto, parece provável que essa "fuga" era conhecida e aprovada pelo Senhor do Escuro. No entanto Frodo, depois de um pouco de hesitação, decide aceitar esse plano. 

Capítulo 4: De ervas e coelho cozido: Viajando para o sul, os hobbits alcançam Ithilien, que só foi conquistada recentemente pelo Senhor do Escuro, e não foi devastada nem maculada. Sam está cada vez mais preocupado com a comida: a única comida deles é lembas, que apenas durará até que eles alcançam Orodruin, e certamente não mais que isso. Assim, certo dia, enquanto eles descansam em uma floresta, Sam pede para Gollum que pegue algo comestível. Gollum pega um par de coelhos jovens e Sam prepara um ensopado. Porém, logo que eles terminam de comer , o fogo começa a fazer fumaça e o dois hobbits são rodeados por quatro soldados de Gondor, um deles sendo Faramir, o Capitão. Frodo explica algo sobre a sua missão, e Faramir parece muito interessado nisso; mas no momento ele deixa dois homens para os vigiar, e vai embora preparar-se para a batalha: os homens de Minas Tirith vieram a Ithilien para atacar exércitos que vieram de Harad, ao sul de Mordor, para se juntar às forças de Sauron. Sam vê uma coisa surpreendente durante esta batalha: um "olifante", um dos grandes animais cinzentos que só são conhecidos no Condado através de velhas canções.

Capítulo 5: A janela no oeste: Depois da batalha, Faramir [que é o irmão de Boromir] volta e questiona Frodo durante algum tempo; ele é no princípio um pouco desconfiado, e conta que tinha visto o barco com o corpo de Boromir flutuando no Anduin. Depois ele decide que Frodo e Sam deveriam vir com ele e seu exército a um refúgio escondido, uma caverna oculta atrás de uma cachoeira. Diferente de Boromir, que sempre buscou ganhar glória com sua coragem nas guerras, Faramir não é tão hostil e tem um maior respeito pelas coisas antigas e tradições [e pelos elfos]. Ele fala por muito tempo com os dois hobbits, e conta muito sobre Minas Tirith e as suas guerras, a história de Gondor, sua aliança com os rohirrim; Frodo descreve a viagem dos Nove Andantes, evitando o assunto do Anel cuidadosamente. Quando o assunto da conversa são os elfos e Lórien, Sam menciona o Anel acidentalmente. Aqui Faramir prova que ele é verdadeiro em suas palavras, e não tenta pegar ou mesmo ver o Anel. 

Capítulo 6: O lago proibido: Depois, naquela noite, Gollum aparece no lago perto da caverna, pegando peixes, sem saber do lugar escondido. As leis de Gondor requerem que qualquer um que chegar perto da caverna deve ser morto; mas Faramir desperta Frodo e lhe pergunta a opinião dele. Frodo explica que a criatura que eles viram era Gollum, e que ele os guiou, e que ele não deveria ser morto. Faramir não deixa Gollum vagar livremente sobre a área, e Frodo vai até o lago e convence Gollum a segui-lo. Dois dos guardas pegam-no e o levam para a caverna, vendado e amarrado. Faramir interroga Gollum, e Gollum jura que ele nunca voltará à caverna escondida. Então Faramir dá permissão a Frodo para andar livremente por Gondor, e o adverte, dizendo que Minas Morgul é um lugar mau e perigoso. 

Capítulo 7: Viagem às Encruzilhadas: Faramir dá a cada um dos hobbits um cajado e também algumas provisões, e então os hobbits e Gollum partem. Eles viajam para o sul durante dois dias e chegam perto da estrada das ruínas de Osgiliath para Minas Ithil. Gollum continua dizendo-lhes para se apressarem, enfatizando o perigo que estão correndo. Eles viram para o leste, para as Encruzilhadas, o cruzamento da estrada de Osgiliath e a estrada norte-sul. No dia seguinte a escuridão começa a emergir de Mordor; grandes nuvens cobrem o céu, e o dia é tão escuro quanto a noite. Eles alcançam as Encruzilhadas; uma grande estátua de pedra de um rei está lá. Sua cabeça estava derrubada, aparentemente cortada pelos servos de Sauron, e jazia no chão perto da estátua; o sol aparece detrás de uma nuvem escura e um de seus últimos raios brilha na cabeça como uma coroa, dando a Frodo esperança nova. 

Capítulo 8: As Escadas de Cirith Ungol: Os viajantes passam pela cidade de Minas Morgul, e Frodo sente que o Anel atraía-o na direção dela. Eles vêem um grande ajuntamento de exércitos da cidade, indo aparentemente em direção a Gondor, conduzido pelo Capitão dos Espectros do Anel. Então os hobbits e Gollum sobem uma escada longa e íngreme, seguida por outra, mais longa mas não tão íngreme. Eles decidem descansar durante algum tempo, e enquanto Frodo e Sam estão falando Gollum desaparece; ambos caem adormecidos, e Sam desperta para ver Gollum, que se agacha na direção de Frodo. Embora pareça que ele não teve nenhuma intenção má naquele momento, Sam está cheio de desconfiança. Ele desperta Frodo, que diz para Gollum partir livremente, como se os hobbits pudessem continuar sozinhos dali. Mas Gollum diz que eles não podem alcançar o topo da passagem por si próprios, e os três se preparam para continuar. 

Capítulo 9: A Toca de Laracna: Pouco tempo depois eles alcançam uma grande parede onde o caminho continua por um túnel. Um fedor terrivelmente asqueroso está vindo dali. O túnel é muito longo, e sobe sempre, com passagens laterais em alguns lugares. Os hobbits, enquanto caminham alguns passos atrás de Gollum, notam que o fedor está se tornando cada vez pior, até que eles alcançam uma passagem lateral de onde o cheiro desagradável parece estar vindo. Eles passam por ela, e o ar começa a melhorar; mas logo eles chegam a uma bifurcação do túnel principal. Gollum parece tê-los abandonado; eles tentam uma das passagens e descobrem que está bloqueada. Naquele momento eles notam os olhos de alguma criatura terrível atrás deles. Frodo se aproxima dela com o Frasco de Galadriel em uma mão e Ferroada na outra, e os olhos se retiram da luz. Os hobbits continuam depressa pelo túnel, mas acham a saída bloqueada por uma barreira que se mostra ser a teia de uma aranha gigantesca. Frodo corta a teia com a espada dele, e começa a correr para a passagem, que está distante só alguns passos. Sam vem atrás dele; contudo a criatura que eles viram no túnel faz o mesmo: Laracna, uma aranha enorme. Laracna surge de uma entrada lateral no túnel e começa a correr na direção de Frodo. Antes que Sam pudesse ajudá-lo é atacado por Gollum; depois de uma briga desesperada, Gollum foge. 

Capítulo 10: As Escolhas de Mestre: Samwise Sam corre e acha Laracna, que se agacha sobre o corpo de Frodo. Isto deixa Sam furioso, e ele ataca a aranha gigantesca; ele fere os olhos da criatura e corta uma de suas garras, mas ela coloca seu corpo enorme por cima dele e tenta esmagá-lo. Porém, Sam mantém sua espada erguida, e Laracna acaba recebendo um ferimento profundo com sua própria força. Ela então abandona os hobbits e foge. Sam tenta acordar Frodo, que não mostra nenhum sinal de vida. Sam se desespera e não pode decidir o que fazer; no fim das contas, sabendo que tudo pereceria se desistisse, ele decide continuar a Demanda, e toma consigo a espada de Frodo, o Frasco de Galadriel e o Anel. Depois de dar os primeiros passos, porém, ele ouve vozes de orcs que se aproximam, e coloca o Anel. Ele descobre que pode entender a língua dos orcs quando usa o Anel: parece que há duas companhias, uma da torre de vigia na passagem e uma de Minas Morgul. Eles levam o corpo de Frodo e atravessam um túnel; Sam os segue, e escutando os capitães orc ele descobre que Frodo provavelmente ainda está vivo, e que será preso, e não morto. A companhia de orcs atravessa portas grandes, que se fecham antes que Sam pudesse atravessá-las.