Mostrando postagens com marcador H. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador H. Mostrar todas as postagens

Hilário Tácito (Madame Pommery)


Crônica de mudanças urbanas e sociais. Foi com o pseudônimo de Hilário Tácito que o engenheiro civil José Maria de Toledo Malta publicou, pela editora de Monteiro Lobato, em 1919, seu único romance, Madame Pommery. Ao longo do tempo, o volume foi sendo esquecido, ressurgindo através de um trabalho de preservação da memória pré-modernista, desenvolvido pelo setor de filologia da Fundação Casa de Rui Barbosa. 

Madame Pommery é uma espécie de crônica de costumes, que tem como cenário a cidade de São Paulo do começo do século. Hilário preocupou-se em focalizar as rápidas transformações ocorridas no meio urbano, contemplando-as paralelamente à vida que se escoava divertida em um bordel, o Paradis Retrouvé em que os consumidores passam da "cervejada à champanha francês", em alusão às transformações ocorridas. 

O fio da meada é a história da prostituta polaca Madame Pommery, esperta, matreira, dotada de especial tino para "negócios" e as relações da cafetina com os círculos mais abastados da sociedade paulistana, que culminam com o enriquecimento e com o casamento de Madame Pommery e a consequente entrada para uma vida mais sóbria na sociedade. 

Em comentários paralelos, o narrador, em terceira pessoa, não omite o que lhe vai à cabeça, bem como tem por hábito explicar os processos que fazem parte da composição da obra, além de tecer considerações a respeito de suas observações.

Aspectos Relevantes como toda obra pré-modernista que se preze, a análise dos tipos sociais urbanos, a crítica ágil da hipócrita sociedade burguesa, numa denúncia da existência de dois Brasis, múltiplos em suas riquezas e composições é sempre o cerne de toda a narrativa. O discurso ágil e os galicismos são típicos ao traçar a coloquialidade da fala na escrita.

Hamlet Autor: William Shakespeare


Hamlet é uma das peças de teatro mais famosas de Shakespeare. Foi escrita entre 1600 e 1602 e impressa pela primeira vez em 1603.

Para Hamlet a existência tornara-se insuportável desde que o espectro do seu pai recentemente morto apareceu-lhe numa noite assombrada no alto da torre do castelo. O fantasma, tétrico, reclamava desforra. Contou ao filho que um crime ignominioso o vitimara. Seu próprio irmão, o rei Cláudio, o matara. Atordoou-se o príncipe. Seu lar abrigava a traição e a maldade! A serpente acoitara-se na sua própria família. O mundo era injusto. O assassino, seu tio, não só usurpara o trono como arrastara sua mãe, a rainha Gertrudes, para um casamento feito às pressas, onde, suprema ignomia, serviu-se os manjares que um pouco antes, ainda mal esfriados, tinham sido oferecidos na refeição fúnebre. Algo deveria ser feito. Faltava, porém a Hamlet o talento para a ação. O máximo que conseguiu de imediato, além de aferrar-se ao luto e ao mau humor, foi entregar-se especulativamente à vingança.

A Mais bem sucedida da História

Hamlet é certamente a mais bem-sucedida história de vingança levada aos palcos. Ela, desde o início, coloca o público ao lado do jovem príncipe porque o ato da vingança que Francis Bacon definiu como uma forma selvagem de fazer justiça sempre seduziu a todos. Hamlet sente-se, pois é um reparador de uma injustiça, um homem com uma missão. A ela irá dedicar todos os momentos da sua vida, mesmo que tenha que sacrificar seu amor por Ofélia e ainda ter que tirar a vida de outras pessoas. Talvez seja essa obsessão, essa monomania que toma conta dele desde as primeiras cenas do primeiro ato, que eletrize os espectadores e faça com que eles literalmente bebam todas as palavras do príncipe vingador.
Hamlet é o personagem que mais fala na obra de Shakespeare, recita 1.507 linhas.
           

Os personagens

Inicialmente o trágico envenenamento do rei Hamlet motiva o retorno de seu filho, o príncipe Hamlet a Dinamarca. Hamlet na tentativa de entender os acontecimentos ocorridos em sua ausência sente a necessidade de fingir-se de louco após a revelação de um espectro (figura de seu pai, o rei Hamlet) sobre o que de fato acontecera com ele. Hamlet contém vários personagens dentre os quais merecem destaque especial o próprio protagonista Hamlet, homem movido pelo ódio e pela vingança. Ódio por ter que conviver sem a presença do pai, agora exercida por seu tio Cláudio que tomara de conta do trono e se apossara de sua mãe a rainha Gertrudes. Vingança por saber que seu pai fora assassinado, vitima de conspiração. O rei, homem ambicioso capaz das piores atrocidades para atingir seus objetivos como destaca o fragmento da obra (...) se ele está agora de volta, desistindo da viagem, sem idéia de retomá-la, quero levá-lo a uma cidade fatal, que tenho meditado há algum tempo, da qual não se conseguirá livrar (...) Horácio, amigo íntimo de Hamlet a quem o príncipe conta todos os seus segredos e angústias. Personagem que desempenha um papel fundamental dentro da trama. Polônio, confidente do rei, personagem que poderá ser comparado a uma extensão da pessoa do rei, pois juntos conspiram contra Hamlet. Por exercer tão fortemente sua função de conselheiro perde a vida. Laertes, filho de polônio também é mais um personagem que se destaca após a morte de seu pai. Mais uma personagem movida pela vingança. Laertes passa a odiar o protagonista após saber que ele assassinara seu pai e foi à causa da ruína de sua irmã Ofélia. Ofélia, jovem que adora ser galanteada, é cortejada por Hamlet, porém finge não entender os galanteios do príncipe e na obra participa de uma trama para desmascará-lo. Rosencrantz e Guildenstern, antigos amigos de Hamlet, agora vivem em função das ordens do rei e são usados também pelo rei na tentativa de desmascarar o plano de Hamlet. A rainha Gertrudes, desempenha a figura de uma mulher recatada que se coloca a serviço do rei e do filho, porém movida pelas vontades do rei a quem deposita toda a sua confiança e participa de todos os seus planos, mesmo que inconsciente, ato que a conduz a ruína, ou seja, a morte envenenada pelo veneno por ele preparado.Os demais personagens envolvidos não serão destacados pelo pouco destaque desempenhado na obra em questão. Destaque merece o personagem Hamlet, que fora capaz de vencer todas as tramas do rei que tinham como intenção a sua destruição, Hamlet dentro da obra destaca-se como um sujeito inteligente e astuto, faz uso em alguns momentos de parábolas para expressar seus sentimentos. A figura do rei aqui será destacada para fazer uma correlação oportuna com nossa contemporaneidade. Quantas pessoas em nossa contemporaneidade não se assemelham a pessoa do rei e são capazes de cometer as maiores atrocidades e destruir vidas humanas na tentativa de alcançar seus objetivos, correlação esta que torna a obra de William Shakespeare, ou seja, não está distante de nossa contemporaneidade. Hamlet tem como cenário a corte dinamarquês e como já mencionado o conflito que desencadeou todo o episódio fôra a morte de Hamlet. O momento de maior tensão dentro da obra está centrado na luta entre Hamlet e Laertes tendo como resultado a morte da rainha, (que tomou o veneno que o rei preparou para que Hamlet o tivesse tomado), a morte de Laertes, a morte do próprio Hamlet (morto envenenado pela espada de Laertes).
O enredo da obra de William Shakespeare é psicológico, pois está centrado nas emoções do príncipe Hamlet. Ele não pensa em mais nada a não ser em vingança. Hamlet é movido durante toda a narrativa por seu desejo de sentir-se vingado, pelo desejo de destruir seu inimigo.




Helena (Machado de Assis)

D. Úrsula é tia de Estácio que é filho do Conselheiro Vale que morreu de apoplexia (derrame cerebral, que mata instantaneamente). Este deixou um testamento no qual sua herança deveria ser repartida com uma menina até então desconhecida para todos: Helena.
Helena é filha de Salvador, um homem simples que morava em uma casinha simples, onde sempre Helena o ía visitá-lo.
Tudo acontece em um lugar chamado Andaraí. Havia também o padre Melchior, freqüentador íntimo da casa.
Dr Camargo e sua mulher D. Tomásia são pais de Eugênia, a qual tornara-se a noiva de Estácio. Porém Estácio lutava contra um sentimento que havia despertado em seu íntimo. Estava amando Helena, a qual era a sua meia-irmã. Helena por outro lado, sempre triste, quis se casar com um freqüentador também da casa, o Mendonça. O casamento não foi aceito por Estácio, que morria de ciúmes de Helena.
Helena continuava visitando o homem da casinha simples, até que um dia um escravo (Vicente, o pajem de Helena)contou isso para o Padre Melchior e para Estácio. Helena então, entregou uma carta para o padre Melchior, relatando que não era irmã legítima de Estácio. Curiosos, então, Estácio e Melchior foram até a casinha do homem saber o que se passava.
O homem contou toda a história: que era o pai de Helena. Um dia após uma viagem, quando voltou, encontrou a casa vazia. Sua mulher o havia deixado e ido morar com um outro homem que era o Conselheiro. Tinha levado também Helena. Então o pobre homem tentou por muitas vezes conseguir Helena de volta até que um dia resolveu deixá-la com o Conselheiro pois não tinha condições de criá-la. O tempo passou e sua ex-esposa morreu. Então o conselheiro, não tendo como ficar com a menina, colocou-a em um colégio interno e assim ela cresceu. O Conselheiro , porém nunca soube que o pai de Helena estava vivo. A mulher havia dito que era viúva. O Conselheiro criou a menina muito bem e antes de morrer, deixou parte da herança para ela.
Estácio e Melchior então entenderam tudo, mas por infelicidade do destino, quando ele achava que estaria livre para ficar com Helena, aconteceu uma coisa muito triste. Helena adoeceu e foi ficando pior até que não resistiu e morreu.
Essa história não deixou que o amor entre eles acontecesse...