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Robin Hood (Howard Pyle)


Robin Hood, um rapaz que após matar um homem se vê obrigado a fugir para a floresta e se esconder dos guardas do rei, tornando-se um fora da lei. Em suas inúmeras aventuras e lutas, Robin conhece homens bons e corajosos que largam suas vidas para morar com ele na floresta de Sherwood. Esses homens tornam-se o bando de Robin, todos devem usar roupas verdes e serem alegres e hospitaleiros com quem passar pela floresta. 

O bando sobrevive com a caça dos cervos do rei e com o financiamento dos homens ricos da Inglaterra. Eles fazem festas em Sherwood e cobram pelo banquete e entretenimento que proporcionam. Com essas moedas, confiscadas dos nobres, o bando ajuda os camponeses da cidade, que na visão de Robin precisam de mais dinheiro que eles e que os nobres. 

Quem não fica contente as atitudes Robin Wood e seu bando é o xerife de Nottingham, que sempre tenta capturar e acabar com as festas dos homens alegres da floresta, no entanto, Robin e seu bando escapam de todas as armadilhas do xerife, deixando-o cada vez mais zangado.

 *** 

Tudo começa alguns anos antes do primeiro volume de Sobre Amor e Lobos, Locksley, quando John ainda é um homem casado e capitão da guarda de Nottingham, mas que, por algum motivo, sente um grande vazio no peito e, em vez de viver verdadeiramente, está apenas acostumado a uma rotina enfadonha. 

Seu relacionamento com a esposa, Mary, é frio, sem qualquer sentimento de qualquer uma das partes, o que, ao menos é o que me parece, é mais culpa dela do que dele, que não faz o menor esforço para ser uma pessoa agradável e afasta a todos com seu jeito. Isso faz com que John a tire do castelo e viva com os filhos em uma casa numa região afastada da cidade. No entanto, ele continua visitando a mulher e os filhos e cuidando deles com dedicação. Aliás, os filhos são a única coisa boa resultante dessa união. 

Apesar da fachada de frieza, John é um homem atraente e que desperta o interesse de muitas jovens. E a nobre mais importante da cidade (ao menos é a impressão que eu tive), fiel aos princípios que regem o amor cortês, decide que é injusto que alguém como ele fique preso a uma vida sem paixão, sem desejo, sem fogo, quando existem tantas mulheres que dariam tudo para ter ao menos uma noite nos braços do belo capitão. Começa então a criar estratagemas para mudar esse quadro, o que não deixa John lá muito feliz. 

E é em meio a isso que seu caminho se cruza com o de Elizabeth, que vem para tirá-lo do marasmo e da rotina de vez. Esses dois não são fáceis e passam por muita coisa antes de admitir o que sentem. É um verdadeiro jogo de gato e rato. Eles constantemente tomam atitudes que enfurecem um ao outro e, algumas vezes, arrumam formas não muito inteligentes de se “vingar”. 

Uma dessas ocasiões acaba resultando numa situação bastante complicada que eles precisam resolver juntos. É quando o convívio aumenta e a tentação se torna grande demais para que consigam resistir por muito tempo. Assim, depois de passarem pela provação, eventualmente, eles acabam se rendendo à paixão e ficam juntos para sempre.

Robinson Crusoé (Daniel Defoe)


O livro conta a história de Robinson Crusoé que era um jovem marinheiro inglês. Um dia ele decide seguir seu caminho e parte para uma aventura sem avisar ninguém. Então embarca em um navio. Como castigo do destino, seu navio é pego por uma tempestade e naufraga. Toda a tripulação morre, exceto o jovem Crusoé, encalhado naquela ilha do Caribe. Lá ele tem duas escolhas: se deixar levar pela maré ou lutar pela sua vida. Ele busca por mantimentos no navio naufragado. Constroi uma fortaleza de madeira na praia e uma outra casa, embrenhada na floresta, a qual chamava de "Casa de Campo" onde plantou cereais a partir de grãos que haviam no navio. Fez também todas as ferramentas, mesa, cadeira e tudo o mais de que precisava para seu uso. Durante 25 anos de solidão absoluta, Robinson encontra outros valores éticos em sua vida, inclusive a religião onde passava a ler sempre a Bíblia que havia encontrado no antigo navio.
Depois de anos e anos vem uma descoberta: Robinson descobre uma “pegada” e então percebeu que não estava sozinho na ilha. Descobriu uma tribo de canibais, e destes canibais ele conseguiu "domesticar" um. Deu o nome à esse índio de Sexta-Feira. A princípio, tenta voltar às suas origens sociológicas e escraviza o homem. Aos poucos, entretanto, sua humanidade é aflorada e ele encontra um amigo.
Depois de muitos anos já na ilha, Robinson encontra um barco no horizonte e este o leva de volta até sua querida Inglaterra, deixando na ilha alguns espanhóis que sendo prisioneiros preferiram ficar morando na ilha do que voltar e serem enforcados.
Robinson, depois de um tempo e de muitas outras aventuras decide voltar à ilha e lá encontra os amigos espanhóis que o haviam ajudado a sair da ilha. A ilha já estava habitada, inclusive com crianças, pois anos atrás mandaram mulheres para lá também. Robinson fretou um navio com armas, provisões, vacas e outros animais e levou para a ilha que se tornara próspera e populosa em um vilarejo, no meio do Caribe.





Ressurreição (Machado de Assis)

Félix, um rapaz de 36 anos, viu cair em suas mãos uma inesperada herança que o levantou da pobreza. Desde que se tornaria rico nunca mais trabalhou; se entregou ao repouso de corpo e alma.
Félix nunca se iludiu por tanto tempo com moça nenhuma, mas quando conheceu Livia, irmã de Viana, apaixonou-se pela bela viúva de 24 anos no mesmo instante em que a viu.
Livia desde que ficou viúva somente teve olhos para seu filho Luís, mas o doutor Félix conseguiu ganhar o coração de Livia.
Quando Raquel, filha do amigo Coronel foi desenganada por todos os médicos, o Doutor Félix foi visitá-la e sugeriu ao coronel que mandasse sua filha para um ambiente trânqüilo.
Livia oferece-se para receber Raquel em sua casa nas Laranjeiras, tendo elas se tornado grandes amigas.
Raquel guardava um antigo amor por Félix.O Doutor há muito tempo sabia desse amor, mas jamais lhe dera esperança.
Com a recuperação de Raquel e o grande amor que Félix e Lívia sentiam, Raquel abre mão desse amor pela amizade de Lívia.
Doutor Félix decidiu se casar com Livia, mas uma carta anônima põe tudo a perder. Félix decide viajar sem avisar a ninguém, deixando Lívia sozinha. Isso foi um dia antes do casamento.
Lívia adoece; Raquel decide ajudar a amiga e Félix, com o apoio de Meneses, por quem mais tarde se apaixona.
Apesar da boa intenção da moça, Félix tendo remorso foi visitar Lívia pedindo-lhe perdão por ter acreditado na falsa carta. Lívia recupera a saúde, perdoa Félix, mas decide viver sozinha com seu filho. Lívia isolou-se e nunca mais viu Félix, viveu apenas para educar seu filho e acabou indo para um convento.
Raquel e Meneses se casaram e viveram uma vida com muito amor. Doutor Félix passa o resto de seus dias solitário como sempre.

* Sobre a felicidade  Machado de Assis afirma no final do livro:
“Não a há de alcançar nunca, porque o seu coração se ressurgiu por alguns dias, mas esqueceu na separação o sentimento da confiança e a memória das ilusões”.