O Gladiador (Bem Kane)


 Obs: Baseado no filme. 

Nos dias finais do Reinado de Marcus Aurelius, Cézar ao pressentir que estava prestes a morrer pede a Maximus comandante do exército romano, que se torne protetor de Roma, para devolver o poder ao povo e acabar com a corrupção. Quando Commodus filho de Cézar recebe a notícia pelo seu pai fica indignado e o sufoca até a morte. Assume a coroa e ordena a morte de Maximus que consegue fugir e passa a se esconder como um escravo e gladiador do Império Romano. 

Os gladiadores eram homens que entravam na arena para morrer e dar espetáculo ao público. Quando se apresentavam na arena diante do Imperador e todo o povo diziam: "Aqueles que vão morrer os saúdam." 

Quando Maximus, que ganhou o apelido de espanhol pela multidão e os outros escravos entraram para fazer uma recriação da queda da segunda Cartágo, em vez de serem derrotados como conta a história ganharam e Commodus quis conhecer o gladiador Espanhol. 

 Diante da resistência do escravo em revelar seu nome este ordena que tire o capacete e diga o seu nome. Então o gladiador tira o capacete e responde: "Meu nome é Máximus Décimus Meridius", comandante dos exércitos do norte, general da legião fênix, servo do verdadeiro imperador Marcus Aurelius, pai de um filho assassinado e marido de uma esposa assassinada e terei a minha vingança nesta vida ou na próxima". A vontade de Commudus é matá-lo, mas Maximus é salvo pela multidão que grita em coro do Coliseu inteiro "vivo""vivo""vivo""vivo"! 

A irmã de Commudus Lucila com quem Maximus havia tido um romance anteriormente visita-o na prisão e oferece ajuda, mas Maximus rejeita acusando-a de não ter evitado o assassinato de seu filho e sua mulher. Então ela vai embora aborrecida, mas continua disposta a ajudá-lo. 

Maximus tem alguns companheiros que o ajudam e um em especial para qual ele conta sobre a saudade da sua família. Em uma dessas conversas ele diz à Maximus "Você tem um grande nome; ele precisa (Commodus) matar seu nome antes de matar você". 

Eles lutam juntos e a cada batalha que Maximus vence torna-se mais importante que o Imperador de Roma. Maximus recebe o apoio do Senador e aceita a ajuda de Lucila a qual o Imperador tem um amor incestuoso pela irmã, fazendo-a viver sobre pressão e medo, principalmente quando este insinua fazer alguma maldade com o filho dela Lucius. 

Commodus desafia Maximus para a arena, mas antes o apunhá-lo pelas costas ele manda um dos seus soldados consertar a armadura e esconder a ferida que havia feito para levar vantagem. 

Maximus começa perdendo e tonto devido ao ferimento, recupera -se e quebra a cara de Commudus cravando-lhe o próprio punhal do Imperador no pescoço do covarde. Antes de se despedir Maximus pede a Quintos que liberte seus homens e reintegre o Senador Gracco ao poder. 

Enfim o Gladiador morre nos braços de Lucila dizendo: "Lucius está salvo". E vai se encontrar à sua família no outro lado da vida”!

Diário de uma escrava (Rô Mierling)


A história é centrada em Estevão, um psicopata e em Laura, uma moça sonhadora, com um belo caminho pela frente, uma família amorosa e um namorado apaixonado, o Mauro. Toda essa realidade muda quando ela é raptada por Estevão. 

Estevão é casado, trabalhador e vai à igreja, uma fachada perfeita para encobrir o psicopata que habita nele. Então Laura é levada e jogada em um buraco feito pelo psicopata em um sítio isolado que ele tinha afastado. A esposa de Estevão morava na casa da cidade e o psicopata depois do casamento com ela ficava cada vez mais no sítio onde ele passava a maioria do tempo cavando o buraco para a “sua vítima”. 

Laura narra toda a experiência dia-a-dia como se fosse um diário relembrando sua vida fora dali, seus sonhos e sua vida simples. O livro começa com Laura já com 4 anos de cativeiro e seu desejo de vingança e fuga ainda fixos na sua mente. Depois toda a violência e humilhação que ela começa a enfrentar diariamente ela torna-se “escrava” desse homem, que aparentemente tem uma vida normal com família e esposa, mas que em seu íntimo esconde fantasias e desejos extremamente violentos.

Em alguns momentos, ela tenta escapar, mas teme o que poderá encontrar lá fora. Essa situação vai acabando com suas forças, com suas resistências e sanidades. Ela não sabe como lidar com um homem tão violento e ao mesmo tempo que se diz tão "apaixonado", que cuida dela, dando banho, trocando sua roupa, dando comida e dizendo que a ama, mas ao mesmo tempo a mantêm presa, estuprando-a, espancando-a, humilhando-a. Estevão, o psicopata, vê em Laura seu objeto de desejo sexual e mais tarde passa a vê-la como sua “esposa”. Em alguns momentos ela resiste, é agressiva, em outras fica apática; já em outras ocasiões ela tenta se mostrar receptiva por temer o que ele continuará fazendo e até onde ir aquilo tudo. 

Laura, apesar de mantida viva pelo “Ogro”, apelido que ela dá ao seu sequestrador pelas semelhanças com um animal, continua a ser estuprada constantemente, além de continuar sofrendo violências físicas e psicológicas de todas as formas. 

Como todo maníaco, Estevão não tem limites e ao longo do tempo vai acumulando vítimas e atrocidades. Ele se realiza raptando adolescentes e submetendo-as com as piores torturas. Laura não fora a primeira nem será a última, mas ela ainda não sabe disso, e vai descobrindo aos poucos, da pior forma possível. 

Com os desaparecimentos de meninas por volta dos 15 anos, as notícias estavam pela cidade. Com medo de ser descoberto pela polícia, Estevão tirou Laura do buraco e forçou-a a viajar com ele para uma cidade mais distante, onde viveriam como “marido e mulher”, deixando-a dentro da casa e não mais dentro do buraco. 

Porém, logo que se estabeleceram em uma casinha simples e afastada, Estevão tratou de cavar mais um buraco ao fundo de um quarto para continuar a praticar o que fazia antes, porém com outras vítimas. Por onde passa Estevão destrói sonhos e devasta famílias, muito naturalmente e sem nenhum tipo de culpa ou remorso. 

Com o passar do tempo percebemos algumas mudanças em Laura que luta para manter viva a memória daqueles que deixou para trás, alheia ao fato de que a liberdade parece cada dia mais distante. 

Um dia Laura conseguiu fugir da casa e pegou uma carona para a cidade. Mas logo ao chegar viu seu antigo amor, o Mauro, feliz com uma esposa e uma filha. Laura desabou de tristeza. Quando se acalmou ela logo foi a um telefone público e tentou falar com a sua família. Seu pai atendeu o telefone, mas ao ouvir ela dizendo que era Laura, a filha desaparecida, seu pai simplesmente a ignorou desligando o telefone em sua cara por achar que era mais um trote que ele sempre recebia.

Foi nesse momento que Laura chorou muito e teve uma surpreendente atitude. Ao invés de continuar fugindo ela simplesmente voltou para o casebre para ficar junto do seu “esposo”, o “Ogro” Estevão. Laura sentiu que apesar de tudo o que viveu ele era o único que se importava com ela, que cuidava dela. Então, não tinha como voltar mais para a sua família, onde seria vista como alguém assombrosa... 

A partir daí Laura começou a agir da forma que lhe foi ensinada, ficando mais próxima agora do agressor, já que sentia por ele uma certa gratidão pois imaginava que ninguém mais no mundo a queria, nem mesmo os seus pais. 

Obs: A psicologia costuma chamar esse comportamento de "Síndrome de Estocolmo" quando a vítima se apaixona, ou se sente ligada de alguma forma ao agressor. 

A partir de então, com essa mudança em Laura ela começou a viver em parceria de crimes com Estevão. E os dois saíam sempre a caça de alguma garotinha para levar para o buraco, onde estupradas acabavam morrendo ali mesmo. 

E os acontecimentos continuavam com as meninas desaparecidas. E várias meninas morreram nas mãos do psicopata, estupradas e assassinadas, inclusive uma menina de 12 anos. 

No entanto as fontes da polícia já estavam investigando o caso e procurando o maníaco. 

Mas enfim, chegou o grande dia: Quando Estevão estava fora de casa fazendo compras em um supermercado, alguém reconheceu o retrato falado e o carro dele informando logo a polícia. Sendo assim, ele foi pego de surpresa sem ter como reagir a esta situação. A polícia atirou várias vezes em sua cabeça e ele caiu ali jorrando sangue enquanto ia indo em direção ao carro. Dentro do carro onde Laura estava ela conseguiu sair sorrateiramente e se infiltrar na mata por onde ela conseguiu escapar.

E assim termina a vida de um psicopata que destruiu muitas vidas!

Eneida (Virgílio)


A Eneida narra a viagem que o herói troiano Eneias leva a cabo desde sua cidade, destruída pelos gregos, até a Itália e a posterior luta e vitória sobre os povos itálicos, o que supõe o estabelecimento na Itália de Eneias e de seus descendentes, que serão os fundadores de Roma. 

Narrativa: 

Depois de seis anos de viagem, a deusa Juno perturba com uma tormenta a navegação dos troianos, que a duras penas conseguem desembarcar na Líbia. Ali Eneias se dirige à cidade de Cartago, e Dido, a rainha cartaginense, convida o herói a um banquete. 

Dido apaixonada por causa de um arranjo de Cupido, pede que Eneias trame a queda de Troia e a sua posterior vida errante. Depois da narração da Guerra de Troia de Eneias, os amantes se entregam à paixão, mas o deus Mercúrio recorda a Eneias a necessidade de partir em direção à Itália, já que os deuses esperam que sua descendência seja a fundadora do grande império que Roma deverá ser. 

Eneias prepara a frota e abandona Dido, que se suicida depois de amaldiçoar os troianos e anunciar-lhes a eterna inimizade de Cartago. Dessa maneira, Virgílio explica, por meio da lenda, a origem da fundação histórica de Roma, as guerras que aconteceram entre cartagineses e romanos no século III a.C. 


O mundo dos mortos 

Eneias visita o mundo dos mortos e fala com alguns defuntos, que lhe narram o episódio da queda de Troia; também vê a rainha Dido e Ascânio, seu pai, que diz o futuro. 

As armas divinas de Eneias 

Eneias retoma e junto com seus companheiros se aproxima do rio Tíber, no centro da Itália, futuro berço de Roma. Ali, o rei Latino os acolhe benevolamente, pois reconhece em Eneias o genro estrangeiro que os dados haviam previsto. Mas sua mulher, a rainha Amata, se opõe que sua filha Lavínia se case com um forasteiro, pois ela já está prometida a Tumo, rei dos rútulos, uma das tribos que habitam a região. 

Tumo reúne seus homens e sai em combate contra os forasteiros. Eneias volta então ao Tiber e chega a Palanteia, pequeno povoado de pastores estabelecido no ponto exato em que mais tarde Roma será erguida. 

Acompanhado por Evandro, rei de Palanteia, visita lugares que se tomarão famosos e faz com Evandro uma aliança para lutar contra Tumo e os rútulos. A deusa Vénus, mãe de Eneias, passa a Vulcano, deus do fogo e da forja, as armas que ele deverá entregar a seu filho para enfrentar os inimigos. 

Niso e Euríalo 

O exército dos rútulos cerca o acampamento dos troianos, que esperam o retomo de Eneias. Dois jovens amigos, Niso e Euríalo, partem valentemente para avisar Eneias, mas são surpreendidos pelo inimigo e, depois de massacrar muitos deles, morrem por causa da superioridade numérica dos rútulos, o que deixa o acampamento troiano desesperado. 

No final, Eneias chega com os seus aliados e a batalha acontece. Ao amanhecer, celebra-se uma trégua para que os mortos sejam enterrados. Para evitar que haja mais mortos e feridos, Tumo propõe um duelo final com Eneias; quem vencer se casará com Lavínia. 

O poema termina com a narração do duelo: nele, Eneias derruba seu adversário, que suplica piedade, mas Eneias, ao lembrar os desmandos de Tumo, acaba com ele.

Nas montanhas da loucura (H.P. Lovecraft)


Nas montanhas da loucura (H.P. Lovecraft) Um grupo de exploradores científicos parte do continente americano e vão para as geleiras antárticas para tentarem descobrir fatos sobre a vida naquele gelado território e outras coisas mais. Porém, a exploração debanda para um lado nunca antes explorado pelo ser humano e dão de cara com uma cadeia de montanhas enormes. E, praticamente aos pés desta aterrorizadora barreira, é descoberta uma caverna que esconde seres nunca antes vistos pela humanidade. 

O protagonista é chamado para estar naquele local para se utilizarem de seus conhecimentos geológicos, e ele corre para o local com sua equipe, mas chega tarde demais. O local está devastado e a curiosidade e o senso investigativo os instigam a tentar passar pelas montanhas enormes e tentar desvendar este mistério de uma vez por todas. Entretanto, pior do que isso, será tentar manter a sanidade em meio a este suspense. 

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Nas primeiras páginas do livro, a missão da Universidade Miskatonic à Antártida é descrita pelo narrador, o pesquisador William Dyer, com detalhes. Ainda na primeira parte, um grupo de exploradores de vanguarda, liderados por Professor Lake, relata a descoberta de uma cadeia montanhosa mais alta que o Himalaia, cheia de cavernas, onde eles encontram uma espécie desconhecida, com asas, tentáculos e vários olhos. 

Os diferentes grupos de pesquisadores, que se separam pelo continente gelado, se locomovem por aviões e se comunicam através de mensagens telegráficas por rádio. Quando o professor Dyer, deixa de receber mensagens do grupo de Lake, ele resolve se deslocar até o acampamento do colega para ver o que aconteceu. 

A segunda e terceira partes mostram a exploração de Dyer à cadeia de montanhas descritas por Lake. E essa parte considerável da história é utilizada para explicar como os Anciões (Old Ones) colonizaram a Terra, com a ajuda de seres que eles escravizaram os Shoggoths. E depois, com a chegada da prole de Cthulhu e os MiGo, e como os Anciões foram pouco a pouco sendo exterminados e encurralados no sul do planeta. 


Sobre o livro: 

O livro é escrito de maneira autobiográfica, relatando as experiências do explorador nesta confusão misteriosa. Entretanto, como o personagem é um homem da ciência, ele é bem descritivo sobre as coisas que encontra e fica prometendo e prometendo sobre descobertas aterrorizantes, e isso vai elevando a sua expectativa tremendamente até o seu chocante final. E para homens que, de repente, se deparam com o até então inimaginável, é uma experiência totalmente fora da curva. 

E vemos aqui o começo de influências em questão de roteiros e design que seriam trazidos a vida em outras obras da cultura pop, como explorações que dão errado como a franquia Alien, com King Kong, e monstros com desenhos parecidos como as máquinas de Matrix e os alienígenas de A Chegada. Com certeza, vale a sua leitura, para conhecer mais do universo inominável de Howard Philips Lovecraft.