terça-feira, 16 de abril de 2013

Ilíada e Odisséia (Homero)


Ilíada e Odisséia são duas epopéias escritas pelo famoso escritor e poeta grego Homero.

Homero viveu por volta do século VIII a.c. e foi um renomado aedo (poeta que cantava poemas e feitos heróicos na Grécia antiga), tendo como suas principais obras a Ilíada  e a Odisséia. Apesar de a própria existência de Homero ser contestada devido à grande inexatidão com que é mencionado durante a história (as vezes como indivíduo, as vezes como várias pessoas), Homero fez uma grande contribuição histórica com a Ilíada e a Odisséia pois ambas são a fonte de vários conhecimentos que temos sobre as tradições e costumes da Grécia antiga após a invasão das tribos Dóricas. De forma resumida, na Ilíada Homero narrou um período entre o nono e o décimo ano da guerra de Tróia que foi iniciada segundo a lenda com o sequestro de Helena, mulher do Rei grego Menelau, e que terminaria com os gregos vitoriosos. E a Odisséia nos conta as histórias de Ulisses (Odisseu), um famoso herói grego que volta da guerra de Tróia para sua cidade natal, Ítaca, mas que no caminho sofre inúmeras provações, narradas na epopéia.

Ambas as epopéias retratam de forma muito fiel os costumes gregos, inclusive a organização social da época e grandes famílias que administravam determinada cidade ou região. Além disso, a própria existência de Tróia foi descoberta através da Ilíada (mesmo que a real existência da cidade seja muito contestada). Boa parte do que sabemos hoje sobre a Grécia após a invasão dórica vem das epopéias homéricas.



“Ilíada”

A Ilíada, é um poema épico composto de 24 cantos escritos em versos, cujo tema é um episódio da guerra de Tróia.
A ação se passa no nono ano do cerco imposto a Tróia pelos gregos, centrando em Aquíles, cuja ira foi provocada pelo rapto de sua escrava Briseida e pela perda de seu amigo íntimo, Pátroco. Este foi morto por Heitor em combate e teve o seu corpo arrastado pelo mesmo para o torno do túmulo de Pátroco, que terminou por restituí-lo a Príamo, rei de Tróia e pai da vítima. Aquiles porém é em seguida morto por Páris.


“Odisséia”


A Odisséia é consagrada ao retorno de Ulisses, que durante 10 anos, afrontou perigos na terra e no mar, antes de poder chegar ao reino de Ítaca. O mar é quase que o personagem principal, onde Ulisses batalhou como herói, em esforços para voltar para casa.

Na primeira parte, “Telemaquia”, Telêmaco parte a procura do pai. Na segunda parte, “Volta de Ulisses”, recolhido após um naufrágio, pelo rei Alcino, ele relata suas peregrinações que o levaram até o Ciclope de um olho só, devoradores de homens, e como ele e sua tripulação o cegaram, a fim de fugirem de seu poder. Conta também como foi protegido por seu próprio fascínio mágico, forçando a feiticeira Circe a quebrar o encanto que tinha transformado sua tripulação em porcos. Conta ainda como foi aos infernos, o mar das sereias e como  conseguiu proteger a sua tripulação tampando seus ouvidos com cera de abelha  e se amarrando com cordas ao mastro do navio, de forma que não pudesse mexer-se enquanto estava  sob o encanto das sereias e não forçasse sua tripulação à remar em direção da morte. Conta ainda histórias da ninfa Calipso.

E na terceira e última parte “a Vingança de Ulisses”, de volta a Ítaca Ulisses disfarça-se de mendigo e chega ao palácio, invadido pelos pretendentes à mão de sua esposa Penélope; ela, porém declara que só se casará com aquele que conseguir manejar o arco de Ulisses; nessa oportunidade, então, ele se dá a conhecer e massacra os pretendentes.

A epopéia comporta um aspecto coletivo que visa transmitir um conjunto de narrativas tradicionais relacionadas com a ordem do mundo e da comunidade, ordem cuja existência e estabilidade são frutos de proezas divinas de heróis excepcionais. A epopéia descreve-se então por longas narrativas poéticas de aventuras heróicas.