sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A maldição de Titã (Rick Riordan)


Quando Percy Jackson recebe uma ligação urgente e aflita de seu amigo Grover Underwood, ele imediatamente se prepara para a batalha. O que acontece é que Grover encontrou dois novos meio-sangues poderosos, Bianca di Angelo e Nico di Angelo irmãos que não sabem de quem são filhos.

Porém, sempre que Grover se aproxima deles uma manticora disfarçada de um professor, Dr. Streppe, o atrapalha. Percy, Thalia e Annabeth chegam a Westover Hall com a mãe de Percy e uma batalha contra Dr. Streppe se inicia. A manticora pretende levar os irmãos di Angelo, só que a batalha se estende até um penhasco onde o Dr. Streppe é derrotado pelas flechas das Caçadoras de Artémis. Quando ele vai fugir Annabeth o tenta impedir se jogando do penhasco com ele. 

Percy e seus amigos voltam para o Acampamento Meio-Sangue com as Caçadoras e com os irmãos diAngelo, sendo Bianca agora uma Caçadora. Artémis vai atrás de um monstro e de Annabeth. Após uns dias sem notícias das duas, após o final da prova Capture a Bandeira o Oráculo surge e disfere uma profecia onde Campistas e Caçadoras devem salvar Artémis porém destes poderão ir ao total 5, dos 5 um se perderá numa terra sem chuva, outro sofrerá por um parente e a maldição do Titã será suportada por um apenas. 

Viajando pelo país inteiro, Percy (que inicialmente não foi convocado para missão se une a Thalia, Grover, Zoe - líder das Caçadoras e Bianca, já que os irmãos Stoll o ajudou) conhece um Ofiotauro. A profecia feita para a vaca-serpente diz que quem o matar terá poder suficiente para destruir o Olimpo. Bianca morre explodindo um robô de Hefesto. Annabeth estava segurando o céu, mas foi ajudada por Artémis que ficou segurando o céu no lugar de Atlas, dono da maldição do Titã. 

Percy segura por uns momentos o céu enquanto Artémis luta com Atlas onde ele fere sua filha Zoe. Em um momento de distração do titã, Percy coloca o céu nas costas de Atlas e o pai de Annabeth chega com balas de bronze celestial e vence o exército de Luke, mas o Monte Ótris está sendo restaurado. Thalia joga Luke do penhasco, mas ele sobrevive a queda e leva o sarcófago onde está Cronos com ele. Artémis transforma Zoe em uma estrela e no Concílio dos Deuses coloca Thalia no lugar de Zoe no exército de Caçadoras. Thalia aceita pois como imortal ela não faria 16 anos e não destruiria o Olimpo. 

No final Percy descobre que Nico di Angelo é filho de Hades e que nunca foi descoberto pois antes de o pacto ser feito entre os Três Grandes ele tinha entrando no Lótus Cassino onde o tempo passa mais rápido. Nico fica com ódio de Percy já que o filho de Poseidon prometeu salvar a irmã dele. 

O livro termina com Quíron e Percy conversando sobre o Acampamento ser o primeiro alvo do Exército de Cronos. Percy volta para casa e quando voltar ao Acampamento terá 15 anos. Annabeth vai até São Francisco e Grover recebe uma mensagem mental de Pã "Eu o espero"! 

Essa é a Profecia: 

"A oeste, cinco buscarão a deusa acorrentada, (Zoe, Thalia, Grover, Percy e Bianca) Um se perderá na terra ressecada, (Bianca morreu) A desgraça do Olimpo aponta a trilha Campistas e Caçadoras, juntos, cada um brilha A maldição do titã um deve sustentar, (Maldição do Titã Atlas que carrega o Céu, e Annabeth que sustenta a maldição) E pela mão do pai um irá expirar." (Zoe morre pela mão do Pai dela, que é o Titã Atlas)

Missoula (Jon Krakauer)


A pequena cidade de Missoula fica no estado americano de Montana, com pouco mais de setenta mil habitantes é lar da Universidade de Montana e do famoso time de futebol americano da universidade, o Grizzly, que já conquistou diversos campeonatos nacionais. Para nós brasileiros é difícil entender a paixão pelo futebol americano universitário, mas os jogadores são tratados como astros, ganham bolsas de estudos, patrocínios, muitos se tornam profissionais de elite e estão acostumados a receber tratamento diferenciado. 

Entre 2010 e 2012 a cidade foi abalada por diversos escândalos de estupro no que ficou conhecida como uma “epidemia de estupros”, com diversos casos envolvendo jogadores do Grizzly, o que enfureceu muitos dos moradores e fãs do time. Nessa época estatisticamente não ocorreram mais estupros em Missoula do que o esperado para uma cidade universitária, sequer mais do que a média nacional, mas quando o jornal local, o Missoulian, fez diversos artigos denunciando os casos de estupro, a imprensa nacional se envolveu no caso trazendo junto o Ministério da Justiça. Nesse período muitas das vítimas resolveram se manifestar e superaram o próprio medo na esperança de que, indo até a polícia, os acusados fossem presos e assim evitassem que outras mulheres fossem agredidas. 

O livro quebra três mitos fundamentais sobre o estupro: que o criminoso é o homem que sai de uma moita mascarado para agredir uma vítima aleatoriamente, a grande maioria dos casos de estupro ocorre com pessoas que a vítima conhece; que as vítimas de estupro raramente agem da maneira que um leigo esperaria antes, durante e depois da agressão, comportamentos bizarros são a norma, há diversos casos em que a vítima poderia simplesmente gritar para que alguém próximo a ajudasse mas ficaram paralisadas de medo, e depois do ato podem agir normalmente por algumas horas e só perceber o que ocorreu mais tarde; e que há muitas denúncias falsas de estupro, apenas uma pequena fração das pessoas que vão à polícia denunciar um estupro estão mentindo, até pouco tempo policiais usavam como base um estudo incorreto que dizia que até 50% das denúncias de estupro eram falsas.

Krakauer não escreveu o livro como a história da cidade, nem como uma chata exposição de dados. Krakauer entrevistou as vítimas, os acusados, policiais, promotores, júris, leu milhares de páginas de documentos oficiais e ampla bibliografia para condensar em uma obra na melhor tradição de “A sangue frio”. Krakauer deu ênfase em quatro casos principais que ilustram as principais possibilidades do que pode ocorrer com uma vítima de estupro depois da agressão. Infelizmente para ser exato ao expor cada caso o autor tem que ser explícito nas descrições, então a leitura pode ser realmente pesada, mas mesmo assim o livro em momento algum é arrastado ou perde o foco. 

O mais chocante em todo o livro é descobrir de novo algo que já sabíamos: que vítimas de estupro são vistas com ceticismo, julgadas e consideradas imediatamente culpadas pelo crime que sofreram. A maioria fica envergonhada com o que sofreu e prefere que ninguém fique sabendo do fato para evitar humilhação ainda maior. Das poucas vítimas que procuram a polícia e são encaminhadas para a procuradoria só uma fração vai a julgamento e depois disso só alguns dos acusados são condenados (a maioria nos casos em que há confissão). Ou seja, mesmo para as vítimas que procuram justiça só uma fração tem desfecho satisfatório, e só após um longo e doloroso processo judicial que intensifica ainda mais o trauma. 

Em resumo, o sistema judiciário é o pior lugar possível para uma vítima de estupro. 

Apesar de todos os problemas, que não são poucos, o Brasil tem avançado em políticas para as mulheres com a Delegacia da Mulher, a Lei Maria da Penha e a caracterização do feminicídio como crime hediondo. Em comum com os Estados Unidos ainda falta mudar a mentalidade da população para deslocar a culpa da vítima para o agressor.

domingo, 5 de agosto de 2018

Lion, uma jornada para casa (Saroo Brierley)


História Real 

Um menino indiano vivia em um bairro muito pobre em Ginestlay, um vilarejo na Índia junto com sua mãe Kamla e seus irmãos Guddu, Kallu e a irmãzinha Shekila. 

Seus irmãos tinham que sair todos os dias para conseguirem alimentos para sobreviverem, enquanto a mãe tinha que trabalhar duro em uma obra para conseguir manter a casa sozinha já que seu marido a tinha abandonado juntamente com as crianças. 

Um dia, aos 5 anos, o menino indiano saiu com seu irmão mais velho Guddu para “Berampur” para procurarem comida, mas ao descerem do trem que haviam pegado, Guddu pediu que o irmão o esperasse quietinho na plataforma enquanto ele fosse buscar algum alimento. 

Porém o cansaço fizera com que o menino indiano pegasse no sono. Ao acordar o garotinho não via Guddu e a estação estava deserta. Então ele viu um trem parado e resolveu esperar o irmão ali dentro de um vagão isolado de pessoas onde lhe parecia mais seguro. 

Dentro do trem o menino pegara no sono novamente e dormiu um tempo. Só depois quando acordou percebeu que o trem estava em movimento pelos trilhos. O garoto fez uma viagem muito longa pelo trem e só quando finalmente depois de chegar ao seu destino final em Calcutá (Posteriormente Kolkata) uma das cidades mais perigosas do mundo, o garoto conseguiu pular para a plataforma de embarque. Enfim ele estava livre depois de ter passado por momentos de terror e gritos sem que ninguém o escutasse dentro do trem. 

Do lado de fora a multidão que passava não lhe dava a mínima atenção, até que o garoto resolveu pegar outro trem com a intenção de tentar encontrar o caminho de volta. 

Mas como não encontrava ele continuou a entrar em outro e em outro trem na esperança de voltar para “Berampur” como ele pronunciava. Nisso fazia várias viagens de ida e volta. Nas ruas de Calcutá o garoto passava fome em lugares nojentos e malcheirosos onde tinha visto até corpos mortos assassinados a luz do dia no meio dos entulhos. Nas ruas sofria perseguições e ainda assim conseguia fugir dos perigos passando por labirintos, vielas, ruas repletas de veículos, carroças puxadas por bois, vacas, etc... Nisso ficou sobrevivendo por algumas semanas. 

Um dia diante de uma loja a espera de restos de comida apareceu um rapaz adolescente que começou a conversar com o garoto e ao saber da sua história o levou para sua casa por alguns dias e depois o levou para uma delegacia onde o garoto poderia ser ajudado. De lá o menino foi mandado para a Casa Liluah, uma casa para menores e posteriormente para um orfanato. 

Aconteceu um dia que um casal australiano de sobrenome Brierley quis adotar o garoto indiano e então ele foi levado pela família dos Brierleys para Hobart que é a capital e maior cidade do estado australiano da Tasmânia. Assim o menino que dizia se chamar Saroo se tornou “Saroo Brierley”. Quando Saroo tinha 10 anos, os Brierleys adotaram mais uma criança da Índia, o garotinho de 9 anos, Mantosh. 

Os anos se passaram, mas Saroo nunca havia esquecido suas origens. Sempre que podia ele ficava nos mapas procurando alguma pista, até que resolveu usar a ferramenta da internet Google Earth. Mas ainda assim não conseguia encontrar nada. 

Com o passar de mais um tempo, Saroo sempre insistindo nisso, até obcecado com essa ideia de encontrar a sua família, passava horas na internet para ver se encontrava a sua cidade natal, até que depois de bastante tempo ele mesmo conseguiu visualizar através do Google Earth uma região que lhe veio à lembrança. E enfim, Saroo conseguiu encontrar a sua cidade na Índia. Descobriu que “Berampur” era na verdade “Burhanpur” e “Genestlay” era “Ganesh Talai”. 

E assim, depois de meses a jornada para casa acontecia. Saroo muito apreensivo voltou à India e reencontrou a sua família. Sua mãe ainda morava no vilarejo. Foi uma aglomeração de gente que deu até mídia na televisão pelo caso do menino perdido. 

Sua mãe ficara muito feliz ao reencontrá-lo e lhe contou que achava que ele tinha morrido naquele dia em que sumiu já que seu irmão Guddu que o tinha levado para a estação naquele dia sofrera um acidente de trem e tinha morrido de forma horrível aos 14 anos de idade. Saroo ficou bem triste com isso pois esperava encontrar o irmão em vida. Saroo agora tinha 30 anos, Kallu, seu irmão 33 e Shekila, a irmã, 27. Seus irmãos Kallu já estava casado e com filhos e sua irmã Shekila também casada e com filhos. Saroo ficou muito feliz por saber que já tinha até sobrinhos. 

Saroo também descobriu com sua mãe que seu nome de batismo na verdade era “Sheru” e não Saroo como mencionava erradamente quando criança. Mas agora já era Saroo: Saroo Brierley! 

E Saroo, enfim, teve uma maravilhosa experiência pessoal com o seu passado agora presente. A jornada para casa foi tão satisfeita por ele a ponto de que ao voltar para a Austrália, depois de um certo tempo ele retornou novamente à passeio para a Índia ao encontro de sua família. 

Saroo também quis entender como foi sua viagem de trem aos 5 anos, com isso retornou ao trem fazendo a viagem para tentar rever as suas recordações. Também foi até Kolkata (Antiga Calcutá) visitar a Senhora Saroj Sood que nesse ano atual já estava com 80 anos. Ela trabalhava ainda na ISSA, a entidade que ajudava a fazer as adoções e foi responsável por ajudar Saroo a encontrar a família adotiva na Austrália. Depois visitara alguns locais e se lembrara de um mendigo que o salvou aos 5 anos por duas vezes quando ele tentou nadar no rio que quase o afogou. Lembrou também do adolescente que foi o primeiro a dar início ao processo de ajudar o menino a sair das ruas. Em silencio Saroo os agradeceu! 

Finalmente, depois que Saroo reviu seu passado era hora de voltar para casa. E Saroo termina o livro com agradecimentos às suas duas famílias que ele teve a sorte de ter tido, mas como cidadão disse que tinha vivido quase toda a sua vida na Austrália e que não era mais indiano. Mas que de qualquer forma jamais iria romper a ligação com a sua família indiana. 

Fim 


Minhas emoções de leitora: 


Em relação aos seus pais Brierleys: “Na primeira vez em que Saroo Brierley voltou à India, logo depois que estivera junto com a sua família de sangue ao retornar para o hotel, a primeira coisa que fez foi enviar essa mensagem abaixo aos seus pais da Austrália: “Minha mãe agradeceu a vocês, mamãe e papai, por terem me criado. Meu irmão, minha irmã e minha mãe compreendem que você e o papai são minha família, e não querem se intrometer de maneira nenhuma. Estão felizes simplesmente por saberem que estou vivo, e isso é tudo o que querem. Espero que vocês saibam que estão em primeiro lugar no meu coração e que isso nunca vai mudar. Amo vocês”! 


Em relação à sua mãe de sangue: “Uma das coisas mais tocantes que minha mãe me disse foi que, se eu algum dia quisesse voltar e viver na Índia, ela construiria uma casa para mim, depois trabalharia duro para que eu fosse feliz. Claro, minha intenção era o oposto disso: eu queria dar uma casa a ela e dar tudo de mim para fazê-la feliz”.

domingo, 24 de junho de 2018

Guerra e Paz (Liev Tolstói)


“Apenas um passo além desta linha separa os vivos dos mortos. É o desconhecido, o sofrimento, a morte. O que há depois? Ninguém sabe. E todos gostariam de saber. Temos medo de atravessar, e sabemos que cedo ou tarde vamos atravessá-la”. 

Duas situações tão oposta e mesmo assim tão desejadas. Guerra e Paz mostra como a invasão de Napoleão Bonaparte à Rússia em 1812 foi vista pela corte russa. O livro é bem interessante ao retratar a sociedade russa, com suas festas pomposas contrastando com a miséria do povo, com a aristocracia dividida entre o horror e a idolatria à Napoleão, tudo permeado pela religiosidade. O jogo da política, as intrigas da corte e as tramas da sociedade com seus casamentos arranjados e suas paixões proibidas são descritas de forma instigante. Os horrores da guerra vividos pelos mais altos dignitários russos, que mantinham sua fé em Deus e no Czar com a mesma intensidade. Tudo muito bem descrito por Tolstói. 

Guerra e Paz é um romance que coloca as pessoas em primeiro lugar, descreve com detalhes a guerra para nos mostrar o quão importante e significante é a paz. Esta versão faz uma compilação do original que possui mais de mil páginas e uma centena de personagens. Mas continua sendo um clássico da literatura. 

O objetivo final deste livro é fazer um relato histórico e social, mas profundamente humano, além de tratar assuntos como a classe dominante com certa ironia. 

A história é de cinco famílias aristocráticas: Os Bézoukhovs, os Bolkonkys e os Rostovs e o vínculo de suas vidas pessoais com a história de 1805 a 1813, principalmente com a invasão da Rússia por Napoleão. O primeiro capítulo representa um resumo no qual começa em uma festa no salão de Ana Pávlovna, uma dama que recebe a nobreza em sua casa. E o clima fica tenso logo após o jovem Piotr tocar no assunto “Napoleão”. 

Também estavam presentes: Pierre Bezukhov, um conde rico que acabava de pesquisar o significado da vida; o príncipe Andrei, que se encontra envolvido nas guerras; Nikolai Rostv, um conde jovem e assaz impulsivo que se submete a seu batismo de fogo militar e a vivaz Natasha Rostova, sua irmã cadete. 

Os cenários são em São Petersburgo, Moscou, Montes Calvos (onde se passa as reuniões e discussões) e os campos de guerra. Já no contexto histórico, na campanha de Napoleão na Áustria, planeja-se a ampliação de seus domínios e com um exército composto de 675 mil homens de quase vinte nacionalidades diferentes, dá início a sua marcha em direção à Rússia, compreendendo o período de 1805 a 1820. Em certos trechos se expõe os governantes que dependem das ações de inúmeras pessoas, demonstrando que tem livre escolha. 

Mas a história centra-se na vida de Piotr Bezukhov que recebe uma grande herança e passa a viver nas grandes festas da corte entre Moscou e São Petersburgo ao lado de suas inúmeras esposas interesseiras. Quando Napoleão invade Moscou Piotr é feito prisioneiro, e por mais paradoxal que possa parecer, quando é liberto descobre que a sua vida de festas na corte era vazia e encontra o real sentido de sua vida quando retorna à sua vida simples ao lado de Natasha Rostov, mulher que sempre amou de verdade. 

A obra também retrata a vida de Andrei Bolkonski, filho de um príncipe com passado glorioso na área militar. Quando a Rússia é invadida Andrei se sente compelido a lutar pelo seu país e pelo seu Czar, sofre uma série de ferimentos e acaba por falecer nos braços de sua irmã Maria e de sua ex-mulher Natasha Rostov.

Além desses dois personagens, as batalhas travadas são levemente detalhadas. O autor ressalta as batalhas e suas consequências, principalmente como elas foram relatadas pelos autores posteriores que tendem a enaltecer o gênio de Napoleão e de seus marechais, mas que se esquecem que a Rússia só não caiu de joelhos perante Bonaparte porque este deixou sua genialidade militar e diplomática de fora de suas decisões. 

Ao fim o livro mostra como a guerra e a paz são desejadas com a mesma intensidade por uma sociedade. E do como as pessoas envolvidas, tanto na guerra como na paz, são movidas por interesses pessoais e financeiros, não dando importância para sentimentos como o amor e a felicidade.