sábado, 11 de agosto de 2012

Querido John (Nicholas Sparks)


John Tyree é um jovem incontrolável que ingressa nas forças armadas, depois de passar por uma difícil convivência com seu pai. Ao sair de casa, ele se sente aliviado, mas percebe que o mundo lá fora pode ser tão difícil quanto sua convivência com seu pai. Seu pai vivia em um mundo isolado, quase não falava e seu passatempo era ser um colecionador de moedas.

Depois disso,  em uma visita ao seu pai, ele conhece Savannah Lynn Curtis depois que ele pega a bolsa dela depois de um incidente. Em seguida ele é convidado pela moça para ir junto com seus amigos em um churrasco. Lá os dois fortalecem seus laços e passam a ficar inseparáveis.

John passa a acreditar que essa garota é a mulher de sua vida, porém ele precisa retornar ao exército, depois de ter passado duas semanas em um relacionamento intenso com Savannah. Ela por sua vez, garante que vai esperar por ele depois de seu compromisso com as Forças Armadas.

O que eles não imaginavam é que os atentados terroristas do 11 de setembro iria mudar tudo em suas vidas. John fica em uma situação que precisa escolher, assumir o compromisso com seu país ou ficar com sua amada. A escolha de John pode afetar definitivamente seu relacionamento com Savannah. Como muitos homens e mulheres corajosos, John precisou escolher entre seu amor por Savannah e seu país.

John decide por se alistar por mais dois anos e passa a trocar cartas com sua amada, porém as cartas não mostram mais o amor que eles tinham antigamente, cada dia que passa, as cartas passam a ser escritas com menos frequência. A partir daí eles passam a acreditar que o amor entre eles não é tão intenso para transcender o tempo e mantê-los unidos.

Savannah percebia sempre o comportamento do pai de John e começou a estudar sobre isso, chegando a conclusão de que o pai dele sofria de autismo. E foi ela que procurou ajudar o velho, fazendo com que John entendesse sobre esse problema do autismo e que se aproximasse mais do pai.

Diferentemente das histórias comuns de amor, John e Savannah não são o que podemos considerar almas gêmeas, porém eles criam uma relação admirável, que com o tempo, suas diferenças começam a ganhar força. A distância também passa a ser um fator preocupante. O enredo tem seu melhor momento, quando John, recebe uma carta da garota cheia de sonhos. Esta carta pode ser o que irá mudar tudo na relação entre os dois. Savannah não aguenta a espera e termina com John. E logo ela se casa com o  amigo dele, o Tim.

O pai de John infelizmente morre, mas antes disso John, que voltou com uma licença para cuidar dele, (quando ele tivera um ataque cardíaco) acabou se aproximendo muito de seu pai e tendo-o como o seu melhor amigo.

John procurou por Savannah. Ao revê-la, sentia que ainda a amava muito. Porém ela já estava casada com Tim, que era seu amigo também. No entanto, Tim estva internado pois estava com câncer e Savannah sempre sozinha.

John e Savannah conversaram muito e visitaram Tim. Em um outro dia, Tim ao conversar sozinho com John, disse à ele que percebera que sua esposa ainda amava John. E disse à John que se ele morresse, que seria para ele adorar (amar) Savannah assim como ele a amava. (com isso ele estava dando permissão para que John ficasse com Savannah).

John, porém, se sentiu muito angustiado com isso. Essa permissão o fez se sentir ainda pior porque ele não tinha ido ali para seduzir Savannah ou destruir um casamento.

Então John resolveu se despedir de Savannah, dizendo que Tim iria ficar bem e que tudo iria acabar como deveria. Disse à ela que tinha que ir embora da cidade pois sua licença estava terminando. Mas se aproximou dela e disse:

“Eu te amo, Savannah, e sempre vou te amar”, murmurei. “Você é a melhor coisa que já me aconteceu. Você foi minha melhor amiga e minha amante, e não me arrependo de um só momento. Você fez eu me sentir vivo de novo, e acima de tudo, você me deu meu pai. Nunca vou me esquecer disso. Você sempre será a melhor parte de mim. Sinto que tenha de ser assim, mas tenho que partir, e você tem que ver seu marido.”

E John relatou:

“Enquanto eu falava, ela soluçava convulsivamente, e continuei a abraçá-la por um longo tempo. Quando finalmente nos separamos, percebi que fora nosso último abraço. Me afastei, olhando nos olhos de Savannah.” “Eu também te amo, John”, ela disse.“Adeus.”

Então John quando estava indo embora, fez uma ligação para o banco e falou com um homem:
“Fechei os olhos, pensando em Savannah e Tim e esperando que, de algum modo, meu pai me perdoasse pelo que estava prestes a fazer. “Sim”, disse ao negociante de moedas. “Na verdade, você pode sim. Quero vender a coleção de moedas do meu pai, e preciso do dinheiro o mais rápido possível.”

John, então, vende a coleção de moedas de seu pai por menos do que valiam (que este colecionava) e depositou o dinheiro em uma conta aberta para o tratamento de Tim, o marido de Savannah.

Com isso, John se sentiu confortável:

“Vendi a coleção porque finalmente compreendi o que o verdadeiro amor realmente significa. Tim havia me dito, e me mostrado, que o amor significava pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa quão dolorosa seja sua escolha”.

Tim ficara apenas com uma moeda para lhe trazer sorte, a “cabeça de búfalo” e uma foto de seu pai. John ficou como um doador anônimo e nunca deixou que Savannah soubesse disso.

Mas, para John isso não foi fácil:

“Hoje em dia, levo a vida sentindo que falta algo, que preciso de algum modo tornar minha vida completa. Sei que meu sentimento por Savannah nunca mudará, e sempre terei dúvidas sobre a escolha que fiz”.


Sobre o livro:

  • Narração em primeira pessoa. John é o próprio narrador e protagonista do livro.
  • O autor, Nicholas Sparks, se inspirou em um de seus filmes favoritos, Casablanca, para escrever Querido John. Em Casablanca, o casal se refugia nas memórias do tempo passado na França: “Sempre teremos Paris”, a frase imortalizada por Humphrey Bogart. No romance de Sparks, os namorados têm a lua cheia para lhes trazer consolo: “Eu a vejo sorver a imagem da lua cheia, inundada pelas memórias libertas, não desejando nada além de fazê-la saber que estou aqui. No entanto, fico onde estou e também olho para a lua. Por um breve instante, é como se estivéssemos juntos de novo”.